Pesquisa aponta que Pix não substitui cartões de crédito, contradizendo EUA
Pix não substitui cartões de crédito, diz pesquisa

Estudo mostra complementaridade entre Pix e cartões de crédito

Uma pesquisa realizada pela Elo e pela Fundação Dom Cabral (FDC) revela que o Pix não substitui os cartões de crédito, contradizendo uma das alegações dos Estados Unidos para justificar a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O levantamento indica que, em vez de concorrentes, os dois meios de pagamento são complementares, atendendo a diferentes necessidades dos consumidores.

O estudo aponta que o cartão de crédito continua sendo predominante em compras de maior valor, especialmente aquelas parceladas. Já o Pix vem ganhando espaço nos pagamentos do dia a dia, como transferências entre pessoas e compras em estabelecimentos de pequeno porte, além de transações digitais. Essa divisão de funções mostra que não há uma substituição direta, mas sim uma convivência que amplia o acesso a serviços financeiros.

Inclusão financeira e expansão do mercado

A pesquisa destaca que o Pix tem sido um importante instrumento de inclusão financeira, permitindo que pessoas sem acesso a cartões de crédito realizem pagamentos eletrônicos. Ao mesmo tempo, o uso de cartões de crédito continua crescendo em categorias como compras online e serviços de assinatura. Os dados indicam que a coexistência dos dois meios de pagamento tem ampliado o volume total de transações no país, beneficiando consumidores e empresas.

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Essa complementaridade desmente a alegação dos EUA de que o Pix seria uma prática de concorrência desleal, usada como justificativa para a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O estudo reforça que não há evidências de que o Pix esteja prejudicando o uso de cartões de crédito, mas sim que ambos atuam em sinergia para atender diferentes perfis e situações de consumo.

Para a Elo e a FDC, os resultados mostram a importância de políticas que incentivem a inovação no setor de pagamentos, sem criar barreiras artificiais que possam prejudicar a competitividade do mercado brasileiro. A pesquisa foi realizada com base em dados de transações e entrevistas com consumidores, oferecendo uma visão abrangente sobre o comportamento de pagamento no Brasil.

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