O IRB Brasil Re, resseguradora brasileira, anunciou nesta segunda-feira que concluiu todas as obrigações assumidas com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) no âmbito de um acordo firmado há seis anos. O caso, que envolveu o investidor bilionário Warren Buffett, teve origem em supostas irregularidades em contratos de resseguro.
Detalhes do acordo
Em 2020, o IRB firmou um acordo com o DOJ para encerrar investigações sobre práticas anticompetitivas e fraudes em contratos de resseguro com a Berkshire Hathaway, de Buffett. Como parte do acordo, a empresa brasileira pagou uma multa de US$ 10 milhões e se comprometeu a implementar um programa de compliance robusto.
Cronograma de cumprimento
Nos últimos seis anos, o IRB passou por auditorias independentes e apresentou relatórios periódicos ao DOJ. A empresa também revisou seus processos internos e treinou funcionários para garantir conformidade com as leis americanas. O DOJ confirmou que todas as condições foram atendidas.
- Pagamento de multa de US$ 10 milhões em 2020.
- Implementação de programa de compliance com monitoria externa.
- Apresentação de relatórios trimestrais e anuais ao DOJ.
- Realização de auditorias independentes por três anos consecutivos.
Impacto no mercado
A conclusão das obrigações é vista como um marco positivo para o IRB, que busca recuperar a confiança do mercado após o escândalo. As ações da empresa subiram 2,5% na Bovespa após o anúncio. Analistas destacam que o fim do monitoramento do DOJ reduz riscos legais e pode abrir portas para novos negócios internacionais.
Declarações oficiais
O presidente do IRB, Antonio Cássio dos Santos, afirmou em comunicado: “Estamos satisfeitos em encerrar este capítulo. Aprendemos lições importantes e nos tornamos uma empresa mais forte e transparente.” Já o DOJ não comentou o caso.
A empresa agora planeja expandir sua atuação na América Latina e nos Estados Unidos, aproveitando a credibilidade recuperada. O IRB também busca novas parcerias com resseguradoras globais.
Contexto do caso Buffett
O caso teve início em 2018, quando o IRB foi acusado de manipular contratos de resseguro com a Berkshire Hathaway para inflar resultados. A investigação do DOJ revelou que executivos do IRB haviam ocultado informações e criado contratos fictícios. Buffett, que não foi acusado formalmente, colaborou com as investigações.
- 2018: início das investigações do DOJ.
- 2020: acordo entre IRB e DOJ com multa e compliance.
- 2026: conclusão das obrigações e fim do monitoramento.
O caso serviu de alerta para o setor de resseguros no Brasil, levando a uma maior regulação e fiscalização. O IRB, que já foi controlado pelo governo federal, hoje é uma empresa de capital privado e busca se consolidar no mercado internacional.



