Ibovespa ganha força e desafia resistência técnica
O Ibovespa opera em alta nesta segunda-feira (13), testando o nível de resistência técnica apontado por analistas. O principal índice da bolsa brasileira busca romper a barreira dos 130 mil pontos, impulsionado pelo alívio nos mercados externos e pela expectativa em torno de dados de inflação. Segundo a análise técnica do dia, o índice encontra suporte em 127.500 pontos e resistência em 130.200 pontos.
Dólar recua com alívio externo
O dólar comercial opera em queda frente ao real, cotado a R$ 5,05, em meio a um movimento de aversão ao risco menor nos mercados globais. A moeda americana perde força após declarações de autoridades dos EUA que sinalizam possível pausa no aperto monetário. O minidólar (WDOQ26) apresenta suporte em R$ 5,00 e resistência em R$ 5,10, conforme análise técnica.
Mercado monitora tensões geopolíticas
Investidores acompanham com atenção os desdobramentos do conflito entre EUA e Irã, que elevou a volatilidade nos mercados internacionais. O petróleo opera estável, com o Brent próximo de US$ 85 o barril, enquanto o ouro busca suporte em US$ 1.950 a onça-troy. Apesar das tensões, o Ibovespa se beneficia do fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.
Análise técnica do mini-índice e minidólar
Para o mini-índice (WINQ26), os pontos decisivos para o day trade estão no rompimento dos 130 mil pontos, que abriria caminho para os 132 mil. Já o minidólar (WDOQ26) mostra suportes em R$ 5,00 e R$ 4,95, com resistência em R$ 5,10 e R$ 5,15. Operadores recomendam cautela devido à proximidade de eventos de risco, como a divulgação da ata do Fed.
Bolsa de valores: setores em destaque
Entre os setores, destaque para ações de commodities metálicas, que sobem com a recuperação dos preços do minério de ferro na China. Já os papéis de bancos operam mistos, com o Santander aprovando proventos de R$ 2 bilhões. No mercado de juros, as taxas futuras caem, acompanhando o movimento externo, com o DI para janeiro de 2027 recuando para 12,85%.
Perspectivas para o segundo semestre
Analistas recomendam ajustes no portfólio para o segundo semestre, com foco em renda fixa atrelada à inflação e ações de empresas domésticas. A XP mantém otimismo com o PIB brasileiro e prevê dólar a R$ 5,00. O mercado aguarda a divulgação do IPCA-15 de junho, que pode dar sinais sobre a trajetória da Selic.



