O Ibovespa retomou o movimento de alta e encerrou a última sessão com avanço de 0,51%, aos 176.641 pontos, após oscilar entre a mínima de 175.742 pontos e a máxima de 177.179 pontos. A recuperação dá continuidade ao movimento iniciado nos últimos pregões, embora o índice ainda esteja inserido na correção iniciada após a máxima histórica de 199.354 pontos.
Indicadores técnicos e perspectivas de curto prazo
Pelo gráfico diário, observo que o índice permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, um sinal que mantém a recuperação de curto prazo preservada. Ainda assim, considero fundamental acompanhar se o fluxo comprador ganhará força para ampliar esse movimento ou se a tendência corretiva voltará a prevalecer. O IFR (14) está em 58,26, em região neutra, indicando espaço para continuidade da movimentação em qualquer direção.
Níveis de resistência e suporte no gráfico diário
Para que o Ibovespa estenda a recuperação, será necessário romper a resistência em 178.340/181.560 pontos. Se houver esse rompimento, os próximos objetivos passam a ser 187.780/192.890 pontos. Por outro lado, caso o índice perca os suportes em 174.035/170.650 pontos, poderá retomar a pressão vendedora, com alvos em 169.665/167.650 pontos e, posteriormente, 164.780 pontos.
Análise do gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o cenário segue construtivo. O índice encerrou o pregão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o viés positivo no curtíssimo prazo. Para que o movimento de alta tenha continuidade, acompanho o rompimento da resistência em 177.180/178.200 pontos. Caso essa faixa seja superada com aumento do fluxo comprador, o índice poderá buscar 179.475/180.940 pontos, com projeções mais amplas em 182.870/185.585 pontos. No cenário oposto, a perda do suporte em 175.565/174.660 pontos poderá atrair nova pressão vendedora. Se isso ocorrer, os próximos objetivos passam a ser 172.300/171.395 pontos, com alvo mais longo na região de 169.665/167.655 pontos.
Minicontratos: minidólar em baixa, mini-índice e Bitcoin em alta
Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (14/07) com queda de 1,24%, aos 5.096 pontos, reforçando o retorno da pressão vendedora. O movimento recolocou o contrato abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, fortalecendo o viés de baixa no curtíssimo prazo. Para o pregão, considero decisiva a região de 5.086,5/5.081 pontos: a perda desse suporte pode acelerar a correção, enquanto a recuperação acima de 5.097,5/5.105 pontos abriria espaço para um repique técnico. No gráfico de 60 minutos, o cenário também permanece negativo, com o ativo negociando abaixo das principais médias móveis.
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (14/07) com alta de 0,50%, aos 178.200 pontos, retomando o fluxo comprador após a queda anterior. Na minha leitura, o mini-índice voltou a reagir, mas ainda precisa confirmar a recuperação. O comportamento entre o suporte em 178.185/177.755 pontos e a resistência em 178.660/178.970 pontos deve definir o rumo do pregão. No gráfico de 60 minutos, o índice voltou a subir, porém ainda negocia entre as médias de 9 e 21 períodos, mostrando que o mercado segue em busca de uma definição mais clara de tendência.
Bitcoin futuro recupera e testa resistência
Os contratos futuros de Bitcoin (BITN26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão com forte alta de 3,53%, aos 330.420 pontos, recuperando boa parte das perdas recentes e recolocando os compradores em evidência no curto prazo. Pelo gráfico diário, observo que o ativo retomou o fluxo comprador e voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, melhorando a configuração técnica de curto prazo. Agora, acompanho se esse movimento terá força para ganhar continuidade e consolidar uma recuperação mais consistente. Apesar da melhora, considero que a estrutura principal ainda exige cautela, já que o cenário de fundo permanece fragilizado. O IFR (14) em 48,68 segue em região neutra. Para o próximo movimento, entendo que a perda da região de 319.040/303.860 pontos pode devolver força aos vendedores, abrindo espaço para quedas até 293.100/263.780, com alvo mais longo em 253.250/244.235 pontos. Por outro lado, para que a recuperação se fortaleça, será necessário superar a faixa de 341.190/355.260 pontos. Acima desse patamar, vejo potencial para avanço até 381.680/399.720, com projeções mais longas em 418.550/444.385 pontos.
Suporte e resistência para minicontratos
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quarta-feira (15). IM points. Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz. (Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)



