O Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta quinta-feira (18), refletindo um cenário de cautela nos mercados globais. Os investidores avaliam, de um lado, a perspectiva de juros mais altos por mais tempo nos Estados Unidos após a decisão do Federal Reserve e, de outro, o alívio trazido pela reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte de petróleo.
Cenário doméstico
No mercado doméstico, o foco permanece na comunicação do Banco Central, que sinalizou que o processo de convergência da inflação à meta poderá demandar um período mais longo, reforçando a percepção de manutenção de juros elevados. Às 9h04 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em junho recuava 0,49%, aos 170.640 pontos.
Acordo entre EUA e Irã
Os Estados Unidos e o Irã divulgaram na quarta-feira o texto de seu acordo, que prorroga por mais 60 dias um cessar-fogo anunciado em abril para permitir que as duas partes negociem uma trégua. Ele também prevê a retomada integral do tráfego marítimo, sem cobrança de qualquer taxa, no Estreito de Ormuz.
Decisão do Federal Reserve
O Federal Reserve manteve na véspera a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, e quase metade das autoridades indicou que o banco central dos EUA precisará elevar os juros este ano, conforme aumentam as preocupações com a inflação.
Decisão do Banco Central do Brasil
No Brasil, o Banco Central decidiu na quarta-feira cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,25% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto ao argumentar que avalia trajetórias de juros “alternativas” para atingir a meta de inflação em um horizonte um pouco mais distante.
Mercados internacionais
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,19%, S&P Futuro avançava 0,66% e Nasdaq Futuro tinha alta de 1,39%. Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos nesta quinta, com o Kospi, da Coreia do Sul, e o Nikkei 225, do Japão, atingindo novas máximas históricas.
Dólar, petróleo e minério de ferro
O dólar futuro operava com alta de 0,64%, aos R$ 5,155. Os preços do petróleo operam em baixa, depois que Trump teria assinado um acordo com seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, para encerrar a guerra no Oriente Médio, enquanto a Agência Internacional de Energia alertou para um excesso de oferta no próximo ano. As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa pela terceira sessão consecutiva, com a queda nos preços da energia e nas taxas de frete eliminando o suporte de custo para o ingrediente siderúrgico, em meio à fraca demanda chinesa.



