O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda pelo quinto pregão consecutivo nesta segunda-feira, refletindo a nova rodada de aversão a risco nos mercados globais. O índice recuou 1,23%, aos 125.456 pontos, menor nível desde novembro do ano passado.
Pressão externa domina o pregão
O movimento de baixa foi liderado pelas ações de commodities, como Petrobras e Vale, que acompanharam a desvalorização do petróleo e do minério de ferro no exterior. Além disso, os bancos também contribuíram para a queda, com destaque para Itaú Unibanco e Bradesco.
Cenário internacional
No cenário externo, o aumento da aversão ao risco foi impulsionado por dados econômicos fracos nos Estados Unidos e na China, que renovaram temores de desaceleração global. O índice Dow Jones caiu 0,8%, enquanto o S&P 500 recuou 1,1%.
Dólar e juros
O dólar comercial subiu 0,95%, cotado a R$ 5,12, acompanhando a tendência de busca por proteção. Já os juros futuros avançaram, com o DI para janeiro de 2027 subindo a 14,25% ao ano.
Perspectivas
Analistas apontam que o Ibovespa pode continuar sob pressão enquanto persistirem as incertezas sobre a economia global e a política fiscal brasileira. O mercado aguarda a divulgação de dados de emprego nos EUA e a decisão de juros do Banco Central na próxima semana.



