Investidores estrangeiros registraram uma entrada líquida de R$ 20,6 bilhões na B3 no dia 9 de julho de 2026, o maior aporte diário desde o início da série histórica, em 2020. O valor supera o recorde anterior, de R$ 15,8 bilhões, registrado em novembro de 2023.
Composição do fluxo
Do total, R$ 12,3 bilhões foram destinados ao mercado de ações, enquanto R$ 8,3 bilhões entraram por meio de derivativos. Os dados foram divulgados pela B3 nesta segunda-feira (13).
Segundo a bolsa, o fluxo positivo foi puxado por operações de investidores institucionais, como fundos de pensão e gestoras globais. "O movimento reflete a confiança no mercado brasileiro e na recuperação econômica", afirmou o diretor de Relações com Investidores da B3, Carlos Alberto de Souza, em nota.
Contexto econômico
O recorde ocorre em meio a um cenário de juros baixos nos Estados Unidos e na Europa, que estimula a busca por ativos de maior rentabilidade em mercados emergentes. No Brasil, a Selic está em 10,5% ao ano, o que torna a renda fixa local atrativa, mas o fluxo para ações indica apetite por risco.
No acumulado de 2026, o saldo de estrangeiros na B3 é positivo em R$ 45,2 bilhões, contra R$ 12,8 bilhões no mesmo período de 2025. O Ibovespa acumula alta de 8,3% no ano, impulsionado pelo fluxo externo.
Impacto no mercado
O aporte expressivo contribuiu para a valorização do real, que subiu 1,2% no dia 9 de julho, cotado a R$ 4,85 por dólar. Analistas avaliam que a entrada de capital estrangeiro deve continuar, caso o cenário fiscal brasileiro se mantenha estável.
A B3 também registrou aumento no volume financeiro médio diário, que atingiu R$ 35 bilhões em julho, o maior desde 2021.



