A Bolsa de Valores brasileira, B3, registrou até junho um volume expressivo de R$ 22 bilhões em operações de follow-on. Esse número representa um crescimento de 436% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o montante foi de R$ 4 bilhões.
O que é um follow-on?
Follow-on é uma operação na qual uma empresa que já abriu capital retorna ao mercado para captar recursos ou reorganizar sua base acionária. A estratégia pode também ter como objetivo aumentar a liquidez dos papéis já negociados.
“A companhia pode vender parte de suas ações para levantar recursos destinados a projetos ou permitir que um sócio reduza ou até encerre sua participação”, explicou Leonardo Resende, superintendente de relacionamento com empresas e estruturadores de ofertas da B3.
Destaque para a Azul
Dos R$ 22 bilhões em follow-ons, mais de R$ 12 bilhões são da Azul Linhas Aéreas. A iniciativa está relacionada à saída da companhia do Chapter 11, a lei de recuperação judicial nos Estados Unidos.
Outros follow-ons incluem a construtora Moura Dubeux, a Vitru, a Pague Menos e a Copasa, esta última com volume superior a R$ 8 bilhões.
Ausência de IPOs
Apesar do forte aumento nos follow-ons, a B3 não registra um IPO (oferta inicial de ações) desde setembro de 2021. A última empresa a estrear na bolsa foi a Vittia, do setor de biotecnologia e nutrição vegetal.
Desempenho do Ibovespa
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, gira em torno dos 170 mil pontos. No ano passado, o índice teve valorização superior a 23%, mas o desempenho no último trimestre é negativo, com queda de aproximadamente 6%.



