A senadora americana Elizabeth Warren (Democrata-Massachusetts) enviou uma carta ao CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, exigindo detalhes sobre as interações do banco com o falecido financista Jeffrey Epstein, que foi condenado por crimes sexuais. A solicitação foi divulgada nesta quarta-feira (13).
Documentos solicitados
Na carta, Warren pede que o banco forneça todos os documentos relacionados a Epstein, incluindo comunicações internas, registros de contas e relatórios de conformidade. A senadora quer saber se o JPMorgan violou leis antilavagem de dinheiro ao manter Epstein como cliente, mesmo após sua condenação em 2008 na Flórida.
Contexto da investigação
Epstein foi cliente do JPMorgan por mais de 15 anos, até 2013, quando o banco encerrou o relacionamento. A senadora questiona por que o banco não agiu antes, dado o histórico criminal de Epstein. Em 2019, Epstein foi preso por tráfico sexual de menores e morreu na prisão em condições suspeitas.
Warren também quer saber se o JPMorgan reportou transações suspeitas às autoridades, conforme exigido por lei. A senadora afirma que o banco pode ter facilitado as atividades criminosas de Epstein ao ignorar sinais de alerta.
Reação do JP Morgan
O JPMorgan não comentou diretamente a carta, mas afirmou em comunicado que "coopera com investigações legítimas" e que "revisa continuamente suas políticas de conformidade". O banco enfrenta processos civis movidos por vítimas de Epstein, que alegam que a instituição financeira lucrou com o esquema de tráfico sexual.
Implicações legais
Especialistas em direito bancário apontam que, se comprovado que o JPMorgan violou leis de lavagem de dinheiro, o banco pode enfrentar multas milionárias e sanções regulatórias. A pressão política aumenta para que outras instituições financeiras também revelem suas relações com Epstein.



