A taxa Selic, atualmente em 14,25%, patamar considerado elevado na teoria econômica, deve impactar negativamente os resultados dos bancos brasileiros no segundo trimestre de 2026. É o que aponta relatório do Bank of America (BofA) divulgado nesta quarta-feira, 22. Segundo o banco norte-americano, os juros altos elevam a necessidade de reservas financeiras e reduzem as receitas das instituições, resultando em balanços mais modestos.
Crescimento do crédito contido e provisões elevadas
De acordo com o BofA, o crescimento do crédito deve ser contido, limitando-se a uma eventual aceleração da margem com clientes e o mercado. As despesas com provisões, por outro lado, devem permanecer elevadas, pressionando os lucros. A análise ressalta que nem todos os bancos serão afetados da mesma forma.
Santander e Banco do Brasil como destaques negativos
O BofA indica que o Santander e o Banco do Brasil devem ser os destaques negativos do período. Enquanto isso, o Bradesco deve voltar a se destacar, seguindo sua trajetória de recuperação desde a troca de comando, com aumento gradual do retorno sobre o investimento dos acionistas. Já o Itaú terá resultado morno, contrastando com análises anteriores bastante positivas sobre a instituição.
Nubank foca na margem ajustada ao risco
No caso do Nubank, as atenções se voltam para a melhoria da margem ajustada ao risco, segundo o relatório do BofA. A expectativa é que o banco digital apresente avanços nesse indicador.
Calendário de divulgação dos balanços
Os resultados começarão a ser divulgados no fim do mês: o Santander apresenta seus números em 29 de julho, seguido pelo Itaú (4 de agosto), Bradesco (5 de agosto) e Banco do Brasil (12 de agosto).



