Regulação e liquidez nas instituições de pagamento
Regulação e liquidez nas instituições de pagamento

O Banco Central (BC) propôs novas regras de liquidez para as instituições de pagamento, com o objetivo de aumentar a segurança e a estabilidade do sistema financeiro. A medida, que está em consulta pública, estabelece requisitos mínimos de liquidez para essas instituições, que atualmente operam sem uma regulação específica nesse aspecto.

Contexto e justificativa

As instituições de pagamento, como as fintechs, têm crescido rapidamente no Brasil, oferecendo serviços que antes eram exclusivos dos bancos. No entanto, a falta de regras claras de liquidez pode representar riscos para o sistema financeiro, especialmente em momentos de crise. O BC busca, com a nova regulamentação, evitar que essas instituições enfrentem problemas de liquidez que possam afetar seus clientes e o mercado como um todo.

Detalhes da proposta

A proposta do BC estabelece que as instituições de pagamento devem manter um nível mínimo de ativos líquidos, calculado com base no volume de transações e no perfil de risco de cada instituição. Além disso, as regras preveem a realização de testes de estresse periódicos e a elaboração de planos de contingência para situações de falta de liquidez. As instituições terão um prazo para se adaptar às novas exigências, que variam de acordo com o porte e a complexidade das operações.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impacto e reações

A medida deve aumentar a confiança do mercado nas instituições de pagamento, mas também pode elevar os custos operacionais dessas empresas, que precisarão manter reservas maiores. Especialistas consultados pela reportagem consideram a iniciativa positiva, mas alertam para a necessidade de equilibrar segurança com inovação. “É um passo importante para a maturidade do setor, mas é preciso cuidado para não sufocar as fintechs com exigências excessivas”, afirmou um analista do setor financeiro.

Próximos passos

A consulta pública ficará aberta por 60 dias, permitindo que as instituições e demais interessados apresentem sugestões. Após esse período, o BC analisará as contribuições e publicará a versão final da regulamentação. A expectativa é que as novas regras entrem em vigor no segundo semestre de 2025.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar