O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, anunciou nesta quarta-feira a recompra de R$ 1,4 bilhão em letras financeiras. A operação, que será realizada em série única, tem como objetivo otimizar a gestão de passivos e a estrutura de capital da instituição.
Detalhes da operação
A recompra abrangerá letras financeiras com vencimento em 2029 e 2031, emitidas em ofertas anteriores. O banco informou que pagará um prêmio sobre o valor de mercado, mas não divulgou o percentual exato. A liquidação da operação está prevista para ocorrer em até 30 dias.
Segundo o Itaú, a recompra faz parte de uma estratégia contínua de gerenciamento de passivos, que inclui a emissão de novos títulos em condições mais favoráveis. A medida também reduz o custo médio da dívida do banco.
Impacto no mercado
A notícia foi bem recebida pelo mercado, com os papéis do Itaú apresentando alta de 0,8% no pregão desta quarta-feira. Analistas destacam que a operação demonstra a solidez financeira do banco e sua capacidade de gerar caixa.
"A recompra de letras financeiras é uma prática comum entre grandes bancos para ajustar o perfil de endividamento", afirmou João Pedro, analista do Credit Suisse. "O Itaú aproveita o momento de juros baixos para reduzir despesas financeiras futuras."
Contexto econômico
A operação ocorre em um cenário de taxa Selic em 2,25% ao ano, o que torna o custo de captação mais atrativo para as instituições financeiras. O Itaú já havia realizado recompras semelhantes em 2019 e 2020, totalizando R$ 3,2 bilhões em letras financeiras nos últimos dois anos.
O banco encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um índice de Basileia de 14,5%, acima do mínimo regulatório, o que confere folga para realizar operações de gestão de passivos.



