Com piora da inflação, Itaú Asset vê chance de BC interromper cortes da Selic
Itaú Asset vê chance de BC interromper cortes da Selic

O cenário inflacionário no Brasil levanta preocupações sobre a continuidade do ciclo de cortes na taxa Selic. Bruno Serra, estrategista da Itaú Asset, afirmou que, com a piora das expectativas de inflação, há uma chance real de o Banco Central interromper o atual ciclo de redução dos juros básicos.

Contexto econômico

A inflação no Brasil tem mostrado sinais de aceleração, com os índices de preços ao consumidor superando as metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. As projeções de mercado indicam que a inflação pode permanecer elevada nos próximos meses, pressionando o Banco Central a reavaliar sua política monetária.

Impacto nos mercados

Segundo Serra, a possibilidade de interrupção dos cortes já se reflete nos preços dos ativos financeiros. Os contratos de juros futuros apresentam alta, enquanto o Ibovespa opera em queda, refletindo a incerteza dos investidores quanto ao rumo da política monetária.

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  • Expectativas de inflação: As projeções para o IPCA em 2026 e 2027 subiram, indicando pressões nos preços de alimentos, energia e serviços.
  • Reação do BC: O Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a taxa Selic nos atuais 14,25% ao ano na próxima reunião, interrompendo o ciclo de cortes iniciado em 2025.
  • Cenário externo: O aperto monetário nos Estados Unidos e a desaceleração da economia chinesa também contribuem para a cautela do BC brasileiro.

Análise de Bruno Serra

Bruno Serra destacou que a Itaú Asset já reduziu sua exposição a ativos de risco, como ações e títulos de longo prazo, diante do cenário de incerteza. Ele ressaltou que, se a inflação não ceder nos próximos meses, o BC pode não apenas interromper os cortes, mas também considerar um novo ciclo de alta.

Perspectivas para a Selic

O mercado projeta que a Selic encerre 2026 em 14,50% ao ano, acima das previsões anteriores. A mediana das expectativas coletadas pelo Banco Central mostra que a taxa pode subir para 15% caso a inflação continue pressionada.

  1. Cenário base: Manutenção da Selic em 14,25% até o final do ano, com possibilidade de alta em 2027.
  2. Cenário alternativo: Retomada dos cortes apenas se houver queda consistente da inflação e melhora no cenário fiscal.

Conclusão

A piora da inflação coloca em xeque a estratégia de afrouxamento monetário do Banco Central. Para Bruno Serra, a interrupção dos cortes na Selic é uma possibilidade real, o que exige cautela dos investidores e ajustes nas carteiras de investimento.

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