O Banco Central (BC) anunciou nesta terça-feira (21) novas diretrizes para os dealers de mercado, instituições financeiras que atuam como intermediárias na negociação de títulos públicos. As mudanças, que entram em vigor em 1º de janeiro de 2027, têm como objetivo aumentar a transparência e a eficiência do mercado de renda fixa.
Novas regras para seleção e atuação
De acordo com a Circular nº 4.000, publicada hoje, os dealers serão selecionados por meio de processo competitivo anual, com critérios de avaliação mais rigorosos. Entre as novidades, está a exigência de que as instituições mantenham um volume mínimo de negociação de R$ 500 milhões por mês em títulos públicos. Além disso, os dealers deverão reportar diariamente ao BC suas posições e operações, com o objetivo de ampliar a supervisão do mercado.
Impacto para o mercado
O BC espera que as novas regras reduzam a assimetria de informações e promovam maior concorrência entre as instituições. Segundo o diretor de Política Monetária do BC, João Silva, "a medida fortalece o mercado secundário de títulos públicos e alinha o Brasil às melhores práticas internacionais". Atualmente, 15 instituições atuam como dealers, e o BC prevê que o número possa aumentar com a nova sistemática.
Reações do setor
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) manifestou apoio às mudanças, mas destacou a necessidade de adaptação. "As novas exigências são positivas, mas demandam investimentos em tecnologia e compliance", afirmou o presidente da Febraban, Pedro Almeida.



