Os maiores bancos americanos reportaram lucro recorde no segundo trimestre de 2026, impulsionados pela febre de inteligência artificial (IA) e pelo aquecimento do mercado de ofertas públicas iniciais (IPOs). O JPMorgan Chase, maior banco dos Estados Unidos, registrou lucro líquido de US$ 18,4 bilhões, alta de 32% ante o mesmo período de 2025 e superando as expectativas de analistas.
Resultados expressivos no setor financeiro
O Goldman Sachs também surpreendeu, com lucro de US$ 5,2 bilhões, crescimento de 45% impulsionado pela divisão de banco de investimento. O Bank of America e o Citigroup reportaram ganhos de US$ 9,1 bilhões e US$ 6,8 bilhões, respectivamente. Todos os quatro bancos superaram as projeções do mercado.
Segundo dados compilados pela Refinitiv, o lucro combinado dos quatro maiores bancos americanos somou US$ 39,5 bilhões no trimestre, recorde histórico. O resultado foi puxado pelo aumento das taxas de advisory em fusões e aquisições (M&A) e pela forte demanda por IPOs, especialmente de empresas de tecnologia.
IA como motor de receita
A inteligência artificial foi um dos principais catalisadores. O JPMorgan informou que sua receita com serviços de IA para clientes corporativos cresceu 78% na comparação anual. O banco tem investido pesadamente em plataformas de machine learning para análise de crédito, trading algorítmico e atendimento ao cliente.
"A IA está transformando todos os aspectos do nosso negócio. Não é apenas uma ferramenta de eficiência, mas uma fonte significativa de novas receitas", afirmou Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, em teleconferência com analistas.
Mercado de IPOs em alta
O mercado de IPOs também contribuiu para o desempenho. No segundo trimestre, foram realizadas 47 ofertas públicas iniciais nos Estados Unidos, movimentando US$ 32 bilhões, o maior volume desde o quarto trimestre de 2021. O Goldman Sachs liderou o ranking de subscritores, com participação em 12 IPOs.
O aquecimento foi puxado por empresas de inteligência artificial e biotecnologia. A startup de IA generativa Anthropic levantou US$ 4 bilhões em sua estreia na Nasdaq, uma das maiores IPOs do ano.
Perspectivas para o segundo semestre
Os executivos dos bancos demonstraram otimismo para o restante de 2026. David Solomon, CEO do Goldman Sachs, destacou que o pipeline de M&A e IPOs segue robusto. "Esperamos que o ritmo se mantenha, com a IA continuando a gerar oportunidades", disse.
No entanto, analistas alertam para riscos, como a possibilidade de aperto monetário pelo Federal Reserve e a volatilidade geopolítica. Apesar disso, os resultados do trimestre consolidam a posição dos bancos americanos como principais beneficiários da revolução tecnológica.



