Pesquisa da Ufopa produz milho preto adaptado à Amazônia em Santarém
Ufopa produz milho preto adaptado à Amazônia em Santarém

Em Santarém, no oeste do Pará, a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) desenvolve uma pesquisa inovadora para adaptar o milho preto às condições climáticas da Amazônia. O estudo, conduzido pelo pesquisador Edwin Camacho, já está no quarto ciclo de recombinação genética, combinando uma variedade andina com um híbrido local.

Alto valor nutricional e antioxidantes

Diferente do milho amarelo comum no Brasil, o milho preto se destaca pelo alto teor de vitaminas e pela elevada concentração de antocianinas, pigmentos antioxidantes também presentes em alimentos como açaí e amora. Essas substâncias são responsáveis pela coloração escura do grão e trazem benefícios à saúde.

Segundo Edwin Camacho, da Ufopa, o milho preto de origem andina não consegue se desenvolver naturalmente em Santarém devido às diferenças climáticas. Por isso, os pesquisadores realizaram cruzamentos entre um milho híbrido adaptado à região e a variedade andina. “A gente fez esses cruzamentos entre um milho híbrido daqui e um milho preto originário. O milho originário não cresce aqui, então aproveitamos a capacidade materna do milho híbrido”, explicou Camacho.

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Processo de melhoramento genético

A pesquisa está no quarto ciclo de recombinação genética. A cada safra, os pesquisadores selecionam as plantas que apresentam as melhores características, como produtividade e adaptação, para dar continuidade ao melhoramento. Além dos resultados científicos, o projeto integra a formação prática de estudantes de Agronomia da Ufopa, que acompanham todas as etapas do processo de seleção genética.

Impacto na agricultura familiar

Para a agricultura familiar do oeste do Pará, o milho preto representa uma alternativa promissora para diversificar a produção. Por ser um produto diferenciado e com maior valor agregado, a expectativa é que a nova variedade alcance preço superior ao do milho convencional, abrindo novas oportunidades de mercado para os produtores locais.

A pesquisa conta com a colaboração de Waldiney Ferreira, da TV Tapajós, que registrou imagens da produção de milho preto na fazenda da Ufopa.

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