O programa Move Brasil Táxi e Aplicativos passará a financiar também veículos seminovos, conforme determinação do governo federal por meio da Medida Provisória nº 1.376/2026. A mudança amplia a oferta de modelos elegíveis e reduz o valor médio dos financiamentos.
Regras para seminovos
As regras para aquisição de seminovos diferem das aplicadas a veículos 0 km. Apenas modelos híbridos flex e elétricos produzidos a partir de 2024, com valor máximo de R$ 150 mil, estão elegíveis. O programa não contempla seminovos exclusivamente a combustão. Somente montadoras já habilitadas podem ter seus modelos financiados.
Perfil dos motoristas
Os requisitos para motoristas permanecem os mesmos: motoristas de aplicativo com pelo menos 12 meses na mesma plataforma e mínimo de 100 corridas no período, além de taxistas com licença válida e situação regular.
Modelos disponíveis
A lista de seminovos é mais enxuta que a de 0 km. Confira os modelos elegíveis e seus preços médios pela Tabela Fipe:
- Fiat Pulse MHEV: R$ 107.493
- Fiat Fastback MHEV: R$ 117.746
- Peugeot 208 MHEV: R$ 120.769
- Peugeot 2008 MHEV: R$ 146.415
- Renault Kwid E-Tech (elétrico): R$ 81.412
- BYD Dolphin Mini (elétrico): R$ 98.136
- Geely EX2 (elétrico): R$ 113.882
- GWM Ora 03 (elétrico): R$ 120.391
- BYD Dolphin (elétrico): R$ 123.553
- GAC Aion UT (elétrico): R$ 128.790
- Chevrolet Spark EUV (elétrico): R$ 139.020
A Medida Provisória não diferencia tecnologias híbridas, incluindo os híbridos leves (MHEV).
Exemplo de financiamento
Para um Renault Kwid E-Tech de R$ 81.412, com taxa de 12,6% ao ano (válida para homens) em 72 parcelas, o valor da parcela seria de R$ 1.608,95, valor mais acessível que a média cobrada por locadoras.
Desafios do programa
Lançado há pouco mais de um mês, o Move Brasil ainda não atingiu os resultados esperados. Dos R$ 30 bilhões disponibilizados pelo BNDES, apenas 3% — cerca de R$ 1 bilhão — haviam sido utilizados até 14 de julho. Segundo instituições financeiras, o principal entrave é o alto risco das operações devido ao perfil médio dos motoristas autônomos. Em 2 de julho, o governo iniciou a operacionalização do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que amplia garantias aos bancos e reduz riscos.



