Irmãs criam horta em sítio e aprendem cultivo e finanças
Irmãs criam horta em sítio e aprendem cultivo e finanças

Duas irmãs de Tupã (SP) transformaram o sítio da família em uma horta produtiva, unindo aprendizado prático sobre cultivo de alimentos e educação financeira. Maria Augusta, de 11 anos, e Maria Helena, de 10, iniciaram o projeto com poucos recursos e, com o apoio dos pais, ampliaram a produção para mais de 15 variedades de hortaliças e legumes, todas cultivadas sem agrotóxicos.

Início do projeto e aprendizado

A ideia surgiu com Maria Augusta, que já vendia acessórios country artesanais nas redes sociais. O sucesso da iniciativa inspirou a irmã mais nova. Morando em um sítio, elas decidiram plantar verduras, mas as primeiras tentativas fracassaram por falta de recursos. "As duas se juntaram e começaram com bem pouquinho, nós fomos dando incentivo e deixando a coisa acontecer", conta a mãe, Ariane Castro.

Variedade e cultivo sustentável

Hoje, a horta produz mandioca, abóbora, chuchu, alface, almeirão, pimenta, tomate-cereja, rúcula, salsinha, cebolinha, coentro, couve e banana, entre outros. A produção é livre de agrotóxicos. "Produzir alimentos saudáveis e sem agrotóxicos já faz parte do nosso dia a dia, acreditamos que oferecer alimentos de qualidade é uma forma de compartilhar saúde e bem-estar", afirma Ariane.

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Rotina de cuidados e envolvimento familiar

As meninas estudam pela manhã e, à tarde, ajudam na horta: regam, retiram matinhos, plantam, colhem e embalam os alimentos. A mãe cuida da horta durante o dia. "Elas participam de todas as etapas", diz Ariane. O contato com a terra fortalece a relação da família com a natureza. "Como moramos no sítio, o contato com a natureza já faz parte da vida delas, e elas gostam muito disso", ressalta.

Comercialização e apoio da comunidade

Parte da produção é vendida aos sábados e domingos em frente à casa da avó, onde há movimento. Clientes fiéis fazem encomendas. Após divulgação nas redes sociais, um produtor rural ofereceu patrocínio de três meses. Para Ariane, a experiência ensina "a dar valor ao trabalho. Vejo que elas estão mais responsáveis. Sem luta, não há conquista".

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