Indústria brasileira cai no ranking mundial de produção
Indústria brasileira cai no ranking mundial

A indústria brasileira recuou no ranking internacional de produção industrial, atingindo a menor participação na produção global já registrada. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o país respondeu por apenas 1,2% da produção industrial mundial em 2025, ante 1,5% em 2020 e 2,8% em 2000.

Perda de posições e concorrência

O Brasil caiu da 9ª para a 11ª posição no ranking, ultrapassado por México e Indonésia. A China manteve a liderança com 30% da produção global, seguida por Estados Unidos (16%) e Japão (7%). Segundo a CNI, a perda de competitividade deve-se à baixa produtividade, carga tributária elevada e infraestrutura deficiente.

“O Brasil está perdendo espaço para economias emergentes que investem mais em tecnologia e inovação”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban, em nota. A participação brasileira caiu em setores como máquinas e equipamentos, químicos e veículos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impacto na economia e emprego

A redução da participação industrial impacta diretamente o PIB e o emprego. O setor industrial responde por cerca de 11% do PIB brasileiro, menor percentual desde 1947. A CNI estima que cada ponto percentual perdido no ranking representa cerca de 200 mil empregos formais deixados de ser gerados.

Entre os fatores apontados estão a falta de investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), que correspondem a apenas 0,6% do PIB, contra 2,4% da média da OCDE. Além disso, o custo do crédito no Brasil é um dos mais altos do mundo, inibindo novos projetos industriais.

Setores mais afetados

Os setores de alta tecnologia, como eletrônicos e farmacêuticos, foram os que mais perderam participação. Em 2000, o Brasil produzia 1,5% dos eletrônicos mundiais; em 2025, o índice caiu para 0,3%. Já a indústria automotiva viu sua fatia global cair de 2,1% para 0,9% no mesmo período.

A CNI defende a aprovação de reformas estruturais, como a tributária e a administrativa, além de políticas de estímulo à inovação e à exportação de manufaturados. “Sem uma agenda competitiva, o Brasil continuará perdendo espaço”, concluiu Alban.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar