Feicorte 2026 destaca genética, inovação e negócios em Presidente Prudente
Feicorte 2026: genética e inovação impulsionam pecuária

A 22ª edição da Feicorte, realizada em Presidente Prudente (SP), colocou em evidência a força da pecuária brasileira. Considerada a maior feira da cadeia produtiva da carne da América Latina, o evento atraiu produtores rurais, pesquisadores, empresários e investidores para uma programação focada em inovação, genética animal e perspectivas de mercado.

Região concentra 2,3 milhões de cabeças de gado

A feira ocorre em uma região que abriga mais de 2,3 milhões de cabeças de gado — aproximadamente 20% do rebanho paulista. Durante o evento, foram apresentadas novas tecnologias, promovidos leilões, julgamentos de animais e debates sobre desafios como exigências sanitárias internacionais e barreiras comerciais impostas por mercados importadores.

“As empresas ali em volta da arena proporcionam esse ambiente de negócios, que é um grande objetivo da Feicorte. Além disso, também muitos negócios sendo gerados na parte dos animais, na exposição deles, nos julgamentos”, explica a sommelier de carnes Larissa Morales. “Tivemos seis leilões durante toda a Feicorte, a gente consegue cumprir esse objetivo de fazer com que o evento seja uma ferramenta de fomento dessa cadeia produtiva e de fomento da rentabilidade de todos”, completa.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Raças de alto valor agregado: Wagyu e Texas Longhorn

Entre os destaques desta edição estiveram raças bovinas conhecidas pelo alto valor agregado da carne. O Wagyu, taurino asiático originário do Japão, chamou a atenção pelo elevado nível de marmoreio, responsável pela maciez e sabor diferenciado. “O Wagyu é um taurino asiático, originário do Japão. O animal puro, um pouco mais delicado, mais sensível ao carrapato, ao calor, mas a gente vem apostando muito no cruzamento como ferramenta para usar essa genética e contribuir na qualidade da carne. Nos sistemas que já estamos habituados a trabalhar aqui no Brasil, o cruzamento vem se dando muito bem e dando resultados muito bons”, conta a representante comercial Sueli Francelino Almeida.

Outro atrativo foi a presença da raça Texas Longhorn, famosa pelos chifres que podem ultrapassar dois metros de comprimento e pela capacidade de adaptação a condições climáticas extremas. Os animais despertaram a curiosidade dos visitantes e mostraram alternativas para sistemas produtivos em diferentes regiões do país.

Desafios e oportunidades para o setor

Além das oportunidades de negócios, a Feicorte também foi palco para discussões sobre o futuro da pecuária brasileira. Entre os temas debatidos estiveram o reconhecimento do Brasil como país livre da febre aftosa pela China e, em contrapartida, as restrições impostas pela União Europeia à importação de carne brasileira. Essas questões afetam diretamente um setor que movimentou quase R$ 1,5 bilhão apenas nos quatro primeiros meses do ano.

Com a presença de expositores de diferentes regiões do país e uma programação voltada à inovação, a Feicorte reforçou o papel da pecuária como uma das principais forças do agronegócio nacional e mostrou como tecnologia, genética e conhecimento seguem transformando a atividade no campo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar