Novo tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros: impacto e reações
EUA impõem tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros

O governo do presidente Donald Trump colocará em vigor, nesta quarta-feira, um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. A medida, que ainda poderá receber acréscimo de 12,5%, deverá atingir cerca de 18% das exportações nacionais, afetando principalmente a indústria, os manufaturados e o agronegócio. Washington alega práticas comerciais desleais, falhas no combate ao trabalho forçado em cadeias produtivas, aproximação econômica do Brasil com a China, além de divergências sobre big techs, meio ambiente e soberania.

Estimativas apontam prejuízos de aproximadamente US$ 7,4 bilhões, embora carnes, café solúvel, aeronaves civis, couro, ferro-gusa e parte dos medicamentos tenham ficado fora da lista. Diante desse quadro, o governo brasileiro deve reunir diplomatas, empresários dos setores atingidos e representantes de áreas que também poderão ser prejudicadas, a fim de elaborar medidas para proteger empresas, empregos e investimentos.

Diplomacia versus retaliação

Especialistas defendem que ideologia, eleições e projetos eleitoreiros não podem se sobrepor à gravidade da situação. O agravamento da crise poderá gerar desemprego, inflação e retração econômica. Por isso, agressões verbais e retaliações devem dar lugar à diplomacia. Brasil e Estados Unidos mantêm relações históricas e precisam retomar o diálogo, evitar conflitos e construir soluções que preservem o comércio e as condições de vida de suas populações.

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No entanto, críticas apontam que o governo brasileiro não se mostrou interessado em participar da investigação que durou um ano, esperando a ocorrência para politizar o tema. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria se preocupado mais em ofender o secretário Marco Rubio e o presidente Donald Trump do que em defender a soberania nacional. Agora ameaça retaliar e não conversar, o que, se ocorrer, atingirá toda a sociedade brasileira.

O risco de uma guerra comercial

Existe o risco de uma guerra comercial com os Estados Unidos que não pode ser ignorado. O Brasil não possui o mesmo peso econômico nem a capacidade de negociação de países como China e Canadá para sustentar uma disputa comercial prolongada. Por isso, a prioridade deveria ser a negociação, e não a escalada do conflito. Se as tarifas forem mantidas ou ampliadas, quem pagará a conta serão empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros.

Independentemente das divergências políticas, uma guerra comercial tende a aumentar custos, reduzir investimentos e prejudicar a economia. Diante desse cenário, o interesse nacional recomenda diálogo e busca de soluções negociadas, em vez de um confronto cujo custo pode ser elevado para o Brasil.

Reações e implicações

O tarifaço também gerou reações sobre a postura do governo brasileiro em relação ao Pix, sistema de pagamento brasileiro, injustamente acusado de dificultar a operação das bandeiras americanas de cartões de crédito. O Nobel de Economia Paul Krugman questionou: “Por que seria desleal um país oferecer aos próprios cidadãos uma forma melhor de fazer pagamentos? Desde quando é uma prática desleal uma empresa perder mercado para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?”

Enquanto isso, a digitalização do acervo histórico do jornal O Estado de S. Paulo foi elogiada como um patrimônio histórico de valor inestimável, democratizando o acesso à memória nacional.

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