Drones e IA transformam agro e combatem incêndios no Pantanal
Drones e IA transformam agro e combatem incêndios

A terceira edição da Pantanal Tech MS, realizada entre os dias 3 e 5 de julho em Aquidauana, trouxe inovações tecnológicas para o agronegócio e a preservação ambiental. Drones de última geração e um sistema de inteligência artificial voltado à prevenção de incêndios no Pantanal foram os destaques do evento, que busca aumentar a produtividade, reduzir custos e agilizar a tomada de decisões no campo.

Drones DJI: pulverização, semeadura e monitoramento

Um dos principais atrativos da feira foi a linha de drones da fabricante chinesa DJI, apresentada pela empresa Ipanema. Os equipamentos podem ser usados na agricultura, na pecuária, na segurança e no monitoramento ambiental. Segundo o sócio-administrador da Ipanema, Rodrigo Fattori, os drones agrícolas deixaram de ser novidade e devem se tornar equipamentos indispensáveis nas fazendas nos próximos anos. "O drone veio para facilitar e para ficar. Daqui a dois ou três anos, ele será uma ferramenta essencial para o produtor rural, assim como hoje é um trator", afirma.

O modelo apresentado na feira realiza pulverização de defensivos agrícolas, distribui fertilizantes e executa a semeadura. O equipamento troca de função com a simples substituição do compartimento de carga. Segundo Fattori, o drone também reduz custos em relação às máquinas convencionais, pois funciona com energia elétrica, não utiliza diesel e exige menos manutenção. A empresa informa que o drone pode atender cerca de 200 hectares por dia e operar também durante a noite, ampliando o tempo disponível para o trabalho no campo. Além da aplicação de insumos, o drone pode receber diferentes programas para monitorar a saúde das plantações, identificar pragas e acompanhar o desenvolvimento da lavoura.

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Inteligência artificial contra incêndios no Pantanal

A tecnologia também marcou presença na preservação ambiental. Durante a Pantanal Tech, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e a Bracell oficializaram a entrega de duas torres de monitoramento e duas centrais de controle para prevenir e combater incêndios no Parque Estadual Pantanal do Rio Negro. O sistema, desenvolvido pela empresa brasileira umgrauemeio, usa inteligência artificial para identificar focos de calor em poucos segundos.

As torres têm 40 metros de altura, câmeras Full HD, zoom de longo alcance e monitoramento em 360 graus, funcionando 24 horas por dia. Quando o sistema identifica um foco de incêndio, o alerta é enviado automaticamente para as centrais de controle em Campo Grande, instaladas no Corpo de Bombeiros e no Centro de Proteção Ambiental. Com isso, as equipes podem acionar rapidamente as brigadas e definir a estratégia de combate. Segundo o gerente de sustentabilidade da Bracell, João Augusti, o objetivo é reduzir o tempo de resposta e impedir que pequenos focos se transformem em grandes incêndios. "O sistema detecta o foco, identifica a localização e avalia o potencial de propagação. Em seguida, as informações chegam em tempo real às centrais de controle para que as equipes iniciem o combate o mais rápido possível", explicou.

As torres funcionam com energia solar e têm sistema próprio de comunicação, garantindo operação contínua mesmo em áreas remotas do Pantanal. Além das câmeras, o sistema reúne imagens de satélite, inteligência artificial e uma plataforma que monitora diariamente o risco de incêndios, calcula a possível propagação do fogo e envia alertas automáticos às equipes responsáveis. A iniciativa faz parte de uma parceria de dez anos com o Governo de Mato Grosso do Sul para fortalecer a proteção das unidades de conservação estaduais. Atualmente, o programa atende o Parque Estadual Pantanal do Rio Negro e outras áreas protegidas administradas pelo Imasul.

Inovação além da produção

As tecnologias apresentadas na Pantanal Tech mostram que a inovação no campo vai além do aumento da produção. Ferramentas digitais, automação e inteligência artificial ganham espaço tanto na agricultura quanto na preservação ambiental e na gestão dos recursos naturais em Mato Grosso do Sul.

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