O consumo de chocolate fora do lar no Brasil registrou um crescimento de 5% no período de abril de 2025 a março de 2026, segundo pesquisa do Instituto Foodservice Brasil. As compras do produto no foodservice movimentaram R$ 3 bilhões nesse intervalo, impulsionadas principalmente por adolescentes e jovens adultos.
Jovens lideram o aumento do consumo
De acordo com o levantamento, a faixa etária entre 13 e 24 anos foi a que mais contribuiu para o avanço, com um aumento de 12% no consumo em comparação com o período anterior. Os jovens adultos de 25 a 34 anos também apresentaram crescimento relevante, de 8%. “O chocolate é visto como uma indulgência acessível e prática, especialmente para as novas gerações”, afirma Carlos Eduardo Silva, diretor do Instituto Foodservice Brasil.
Lanche da tarde e refeições noturnas concentram 76% das compras
A pesquisa revela que 76% das compras de chocolate fora do lar ocorrem no lanche da tarde (44%) e nas refeições noturnas (32%). O consumo matinal representa 15%, enquanto o almoço responde por 9%. Os principais locais de compra são padarias (38%), lanchonetes (27%) e quiosques em shoppings (20%).
Praticidade e indulgência como motores
Entre os motivadores citados pelos consumidores, a praticidade lidera com 45%, seguida pela vontade de se presentear (32%) e pela busca por conforto emocional (23%). “O chocolate se consolidou como um item de conveniência e prazer no dia a dia, especialmente em momentos de pausa”, comenta Silva. O estudo também aponta que 68% dos consumidores preferem chocolates em barra ou tabletes, enquanto 22% optam por bombons e trufas.
Impacto no setor de foodservice
O crescimento do consumo de chocolate fora do lar representa uma oportunidade para o setor de foodservice. As vendas em padarias cresceram 7% no período, enquanto lanchonetes e quiosques tiveram alta de 6% e 5%, respectivamente. “Os estabelecimentos estão investindo em opções de chocolate de maior valor agregado, como combos com bebidas e sobremesas especiais”, destaca o diretor. A expectativa para os próximos 12 meses é de um novo crescimento de 4% a 6%, puxado pela ampliação do mix de produtos e pela sazonalidade, como a Páscoa.
Dados da pesquisa
A pesquisa do Instituto Foodservice Brasil foi realizada com 2.000 consumidores em 12 capitais brasileiras, entre março e abril de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.



