Um consórcio liderado pelo Global Infrastructure Partners, braço de infraestrutura da BlackRock, está se estruturando para adquirir o Porto Sudeste, no Rio de Janeiro, com a participação da Vale e da Gerdau. O terminal portuário, essencial para a exportação de minério de ferro do Brasil, está avaliado em US$ 5 bilhões.
Detalhes da negociação
Segundo fontes ouvidas pela agência de notícias, o consórcio já está em fase avançada de montagem e deve apresentar propostas vinculantes até o fim deste mês. Além do grupo liderado pela BlackRock, a Stonepeak também planeja uma oferta em parceria com a M Resources, trading de commodities.
O Porto Sudeste é um dos principais terminais de exportação de minério de ferro do país, com capacidade para movimentar até 100 milhões de toneladas por ano. Atualmente, opera com capacidade ociosa, o que atrai investidores interessados em expandir sua participação no mercado de minério, especialmente para o Sudeste Asiático.
Importância estratégica
A conexão ferroviária com Minas Gerais, principal estado produtor de minério de ferro, torna o porto um ativo estratégico para escoamento da produção. A Vale, maior mineradora do mundo, já utiliza o terminal para embarques, e a Gerdau, siderúrgica de grande porte, também depende da infraestrutura para suas operações.
“O Porto Sudeste é um ativo crítico para a logística de exportação de minério de ferro brasileiro, e a entrada de um consórcio com forte capacidade financeira e operacional pode otimizar seu uso”, afirmou uma fonte próxima às negociações.
Perspectivas
A expectativa é que a venda do porto ajude a reduzir a dívida dos atuais controladores e atraia investimentos para ampliação da capacidade. O consórcio BlackRock-Vale-Gerdau é visto como o favorito, mas a proposta da Stonepeak com a M Resources também é considerada competitiva.



