O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, declarou que o governo brasileiro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva farão um “grande empenho para equacionar o problema” da carne brasileira com a União Europeia (UE). A afirmação foi feita após a Comissão Europeia oficializar, na última sexta-feira, a retirada do Brasil da lista de países habilitados a exportar produtos de origem animal a partir de 3 de setembro.
Declarações de Alckmin sobre o embargo
“O governo vai se empenhar nesse tema. Houve uma retirada do Brasil da lista e queremos que a União Europeia recoloque o Brasil na lista de fornecedores de todas as carnes, tanto de frango quanto bovina. Há um trabalho sendo feito para retirada desse embargo”, disse Alckmin a jornalistas, após participar da abertura da Bahia Farm Show, a maior feira agropecuária do Nordeste, realizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado.
Motivações da União Europeia
A União Europeia alega que o Brasil não forneceu as garantias adicionais necessárias para o cumprimento do regulamento sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. Essa foi a justificativa para a exclusão do país da lista de fornecedores autorizados, o que impacta diretamente as exportações de proteína animal brasileira.
Acordo Mercosul-UE e exportações de frutas
Ainda sobre a relação com o bloco europeu, Alckmin destacou que o Brasil já começou a exportar frutas com benefício tarifário no âmbito do acordo entre Mercosul e União Europeia. “É o maior acordo entre blocos do mundo. Já começaram as exportações de frutas para a UE”, afirmou o vice-presidente, sinalizando avanços comerciais mesmo diante do embargo à carne.
O ministro da Agricultura, André de Paula, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, também participaram da cerimônia de abertura da feira agropecuária. O governo brasileiro planeja intensificar as negociações diplomáticas e técnicas para reverter a decisão da UE e restabelecer a confiança no sistema de produção animal do país.



