Em um dos casos criminais mais emblemáticos do Brasil, Suzane von Richthofen trocou a vida de jovem rica e estudante de direito em uma universidade de elite para se tornar uma das assassinas mais conhecidas do país. O crime, planejado com a ajuda do namorado Daniel Cravinhos e do irmão dele, Cristian Cravinhos, provocou grande comoção pela crueldade e pelas circunstâncias envolvidas.
O crime que chocou o Brasil
Em 31 de outubro de 2002, Suzane levou o irmão Andreas, então com 15 anos, a uma loja de jogos e saiu com Daniel e Cristian escondidos no banco de trás do carro. Ela abriu a porta de casa, desligou o alarme e deu o sinal para que eles entrassem. Marísia e Manfred von Richthofen foram atacados com golpes de barras de ferro enquanto ainda dormiam.
O planejamento do assassinato
Suzane conheceu Daniel três anos antes do crime no Parque do Ibirapuera, onde ele dava aulas de aeromodelismo. Andreas se interessava pelo esporte, e Marísia incentivava o filho a frequentar o parque e ter aulas com Daniel. No início, os Richthofen aceitavam o namoro de Suzane e Daniel, que frequentava a casa e o sítio da família. Mas, segundo Suzane, com o passar do tempo, os pais começaram a mudar de opinião. Segundo a polícia, foi por conta disso que a filha do casal começou a planejar o assassinato.
A investigação e as condenações
Durante o velório das vítimas, Cristian tentou comprar uma moto com os dólares roubados do casal. Ele foi preso e, a partir daí, a polícia começou a montar a linha do crime. Alguns dias depois, os três confessaram o assassinato. Em 2006, Suzane e Daniel foram julgados e condenados a 39 anos de prisão. Cristian recebeu a pena de 38 anos. Andreas nunca mais permitiu qualquer contato da irmã.
O legado do caso
O caso de Suzane von Richthofen é um episódio da série História do Crime, que está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no celular. No app, é possível seguir o palco do História do Crime para não perder nenhum episódio.



