Justiça prorroga prisão de CEO da DF Group; empresa pode ter 2 mil vítimas
Justiça prorroga prisão de CEO da DF Group; 2 mil vítimas

A Justiça prorrogou nesta terça-feira (14) a prisão temporária do trader Douglas Fonseca Araújo, CEO da DF Group, e de outros 10 investigados na operação que apura um suposto esquema de golpes contra investidores no Piauí. A empresa pode ter feito mais de 2 mil vítimas, segundo a polícia.

A informação foi confirmada ao g1 pelo superintendente de Operações Integradas (SOI) da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), delegado Matheus Zanatta. Segundo ele, os investigados permanecerão presos por mais cinco dias. Após esse período, a Polícia Civil poderá solicitar a conversão das prisões temporárias em preventivas, que não possuem prazo determinado.

Prisão e investigação

"Hoje terminavam essas prisões. Nós pedimos a prorrogação e o juiz acabou de determinar. Então, eles vão ficar mais cinco dias presos e, depois desse período, a prisão pode ser convertida em preventiva, que é aquela prisão por prazo indeterminado", afirmou o delegado.

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De acordo com Matheus Zanatta, a operação teve 11 pessoas presas até o momento. A polícia continua realizando diligências para localizar Tharsio Moura Soares Gusmão, apontado como o único alvo que permanece foragido.

Lista de investigados

Os investigados são: Janda Maira de Sousa Silva; Ícaro Teixeira de Sousa; Douglas Fonseca Araújo, CEO e proprietário da DF Group; Milena Alves Torres; Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu; Lucas Soares Coutinho; Viviane Alves da Silva, gerente da DF Group; Caio Fonseca Araújo; Caio Guilherme Campelo; Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo; e Eduardo Lima de Sousa.

O g1 procurou as defesas de Douglas Fonseca Araújo e dos demais investigados citados na operação, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem.

Valores encontrados

Durante o cumprimento da ordem judicial de bloqueio de bens, a polícia encontrou apenas R$ 38 na conta pessoal de Douglas Fonseca Araújo, segundo o delegado Matheus Zanatta. Na conta da empresa, a DF Group, foram localizados cerca de R$ 5 mil.

"No CPF do Douglas foi bloqueado R$ 38 e, na conta da empresa, cerca de R$ 5 mil", declarou. Ainda conforme o delegado, uma das linhas de investigação é descobrir se valores relacionados ao suposto esquema foram transferidos para contas no exterior ou convertidos em criptomoedas.

"Ainda estamos realizando as investigações para saber se esse dinheiro foi transferido para contas no exterior ou se está em bitcoin", afirmou.

Impacto e vítimas

A empresa de trader investigada por golpes pode ter feito mais de 2 mil vítimas, e mais de 500 boletins de ocorrência foram registrados após a operação. O delegado Matheus Zanatta destacou que a polícia continua trabalhando para localizar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.

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