O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) do Rio de Janeiro celebrou uma década de operação, marcando uma transformação significativa na mobilidade e no espaço urbano da Região Central. No entanto, o modal ainda enfrenta o desafio de operar abaixo da demanda projetada, enquanto aposta em novos empreendimentos para impulsionar o crescimento.
Uma década de mudanças
Desde sua inauguração, o VLT alterou a paisagem do Centro, substituindo o antigo Elevado da Perimetral e integrando-se a pontos históricos como a Praça Quinze e o prédio da antiga Bolsa de Valores. O sistema, composto por bondes modernos e menos poluentes que os ônibus, trouxe uma nova dinâmica para a região, incentivando a mobilidade sustentável.
Desafios enfrentados
Apesar dos avanços, o VLT sofreu com a pandemia de Covid-19, que reduziu drasticamente o número de passageiros. A evasão de trabalhadores e a migração para o home office esvaziaram o Centro, impactando a demanda. Atualmente, o sistema opera com capacidade ociosa, muito abaixo do esperado inicialmente.
Perspectivas de recuperação
Para reverter o cenário, a gestão do VLT aposta em duas frentes: a integração tarifária com outros modais de transporte, como metrô e barcas, e o desenvolvimento de novos empreendimentos imobiliários e comerciais no Centro. A expectativa é que a retomada econômica e a volta gradual de trabalhadores presenciais aumentem a procura pelo serviço.
O VLT também se destaca por sua contribuição ambiental, com redução de emissões de poluentes e ruídos, além de ter revitalizado espaços públicos, como a orla da Praça Quinze. A continuidade dos investimentos em infraestrutura e a expansão das linhas são vistas como essenciais para consolidar o modal como espinha dorsal da mobilidade carioca.



