A Polícia Civil de São Paulo prendeu na manhã desta terça-feira, 25 de junho de 2026, o vereador Senival Pereira de Moura, do PT, sob suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação, batizada de “Lavagem de Ativos”, foi deflagrada em conjunto pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), com apoio de centenas de agentes.
Investigação começou com homicídio em 2020
As investigações tiveram origem em um homicídio ocorrido em 2020, que levou as autoridades a descobrir uma complexa rede de lavagem de dinheiro envolvendo o transporte público. Segundo a polícia, o vereador Senival Moura é apontado como uma das figuras centrais do esquema, que utilizava empresas de ônibus para movimentar recursos ilícitos da facção criminosa.
Mandados cumpridos em SP e MG
Além da prisão do vereador, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele na capital paulista e no interior de São Paulo, bem como em Minas Gerais. A força-tarefa mobilizou centenas de policiais e agentes do Ministério Público. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre outros presos ou apreensões.
O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou as medidas após análise de provas colhidas ao longo de mais de cinco anos. De acordo com o Ministério Público, as evidências indicam que o vereador usava sua influência política para facilitar contratos fraudulentos no setor de transporte, desviando recursos que abasteciam o PCC.
Reações e próximos passos
A defesa de Senival Moura ainda não se manifestou oficialmente. O PT, por meio de nota, afirmou que acompanha o caso e que aguarda o devido processo legal. A prisão do vereador ocorre em meio a um cenário de endurecimento das ações contra o crime organizado no estado de São Paulo.
A operação segue em andamento, e as autoridades não descartam novas prisões. A polícia também investiga a participação de outros agentes públicos no suposto esquema.



