Na madrugada desta segunda-feira (8), três suspeitos armados com fuzis atiraram contra uma viatura da Guarda Municipal de Indaiatuba (SP) e foram presos após uma perseguição que terminou em um condomínio de alto padrão. O trio, que estava em um carro blindado com placas clonadas, possui antecedentes criminais por roubo, porte ilegal de arma e estelionato, conforme informações da polícia.
Perseguição e rendição
O Departamento de Inteligência da Guarda Municipal detectou a presença do veículo com placas clonadas e acionou as equipes em patrulhamento. Ao tentar abordar o automóvel, os ocupantes reagiram atirando, dando início a uma perseguição. O grupo ficou encurralado em uma rua sem saída no residencial Terra Magna, após invadir o local derrubando a cancela.
Durante a negociação, os suspeitos alegaram que havia um refém no veículo, mas apenas três ocupantes desceram no momento da rendição. Uma advogada os representou nas negociações, que contaram com a participação da Guarda Municipal e do Batalhão de Ações Especiais (Baep) da Polícia Militar. Um vídeo divulgado pela PM mostra o momento em que os homens deixam o carro um a um.
Arsenal apreendido
Com os suspeitos foram apreendidos um arsenal de armas de fogo, incluindo:
- 2 fuzis calibre 7,62 mm
- 1 fuzil calibre 5,56 mm
- 1 submetralhadora calibre 9 mm
- 1 pistola calibre .45
- 1 pistola calibre 9 mm
Além disso, eles portavam coletes à prova de balas. O veículo utilizado, que tem indícios de ser produto de roubo, também foi apreendido. A prefeitura informou que a circunstância ainda está em apuração.
Antecedentes criminais
De acordo com a Polícia Militar, o histórico criminal dos três suspeitos inclui:
- Um egresso em 2022 com histórico de porte de arma e receptação.
- Um egresso em 2021 com histórico de roubo, estelionato, formação de quadrilha, resistência e furto.
- Um egresso em 2012 com histórico de roubo e porte de arma.
Dois deles têm endereços na cidade de São Paulo (SP) e um em Monte Mor (SP).
Silêncio dos suspeitos
Após a abordagem, os criminosos optaram por permanecer em silêncio. O sargento de Souza, da PM, comentou: "Não é normal, não é comum esse tipo de armamento estar nas ruas. Tentamos conversar com os mesmos para saber qual era o intuito deles. Nenhum deles quis conversar."
Nenhum guarda ficou ferido durante a ocorrência. Um dos suspeitos levou um tiro no braço e foi encaminhado para atendimento médico. A polícia continua investigando o caso.



