Polícia confirma terceiro suspeito de ataque que matou grávida e filho no MA
Terceiro suspeito de ataque que matou grávida e filho no MA

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) confirmou nesta terça-feira (14) a identidade do terceiro suspeito de envolvimento no ataque que resultou na morte de uma mulher grávida e seu filho de 4 anos, na zona rural de São João Batista. Trata-se de João Henrique Lindoso Silva, conhecido como “João Preto”. A informação foi divulgada pela SSP-MA, que já havia identificado os outros dois suspeitos, mortos em ações policiais.

Suspeitos mortos e liberado

David João Gaspar Penha e Joelson Braga Araújo morreram no domingo (11) durante confronto com a polícia. Um terceiro suspeito, que foi conduzido à delegacia ainda no domingo, foi liberado por determinação judicial, conforme o delegado Ederson Martins, coordenador de Operações da SSP-MA. Segundo ele, não havia elementos suficientes para a lavratura do auto de prisão em flagrante.

Motivação: troca de facção

As investigações da Polícia Civil do Maranhão apontam que o ataque foi motivado pela troca de facção criminosa por parte do companheiro da vítima e pai da criança, Josef Abreu Santos. De acordo com o delegado Ederson Martins, há indícios de que Josef deixou a facção da qual fazia parte e passou a integrar outro grupo criminoso, ou saiu da organização sem autorização. “O marido da vítima fazia parte da facção que realizou o ataque e teria, supostamente, mudado de lado ou saído da organização sem a autorização dos integrantes. Eles foram até o local para cobrar e vingar essa saída dele e de outra pessoa que morava no povoado. Como não o encontraram na residência, atacaram os familiares que estavam no local naquele momento”, afirmou o delegado.

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Vítimas e dinâmica do crime

Samira Costa Correia, que estava grávida, e Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, foram encontrados carbonizados dentro de uma casa incendiada na sexta-feira (10). Homens armados invadiram o imóvel, efetuaram vários disparos e atearam fogo. Testemunhas relataram que aproximadamente 15 homens participaram do ataque. A Polícia Militar encontrou cerca de 100 estojos de munição deflagrada, dos calibres 9 mm, .38, .40 e 12.

Investigação e buscas

A SSP-MA informou que outros envolvidos já foram identificados e continuam sendo procurados. Os nomes não foram divulgados para não comprometer as investigações. As buscas contam com equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Canil e setores de inteligência. A perícia deve esclarecer se Samira e Yan morreram em consequência dos disparos ou do incêndio. A liberação dos corpos pelo Instituto Médico Legal (IML) foi condicionada à realização de exame de DNA com material coletado de familiar de primeiro grau, exame já realizado, segundo a SSP-MA. A secretaria não informou quando os corpos serão liberados.

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