O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado em um atentado na última semana, permanece internado no Hospital Mário Covas, em São Paulo, em estado grave, mas apresenta melhora clínica significativa. De acordo com boletim médico divulgado nesta quarta-feira, o policial deixou de utilizar medicação vasoativa e mantém a pressão intracraniana estável, sinais de evolução positiva no quadro.
Quadro clínico e próximos passos
A equipe médica que acompanha o tenente avalia reduzir a sedação nos próximos dias, caso não haja novas complicações. A melhora permitiu que os médicos iniciassem o planejamento para o desmame da sedação, o que representa um passo importante na recuperação. Ronickson foi alvo de disparos durante uma ação criminosa na zona sul da capital paulista.
A esposa do tenente, em nota, agradeceu o apoio recebido e expressou esperança na recuperação completa do marido. “Estamos confiantes na equipe médica e na força do Ronickson. Agradecemos a todos pelas orações e mensagens de carinho”, declarou.
Investigação e prisões
A Justiça de São Paulo já decretou a prisão de dois suspeitos de envolvimento no atentado. Um terceiro homem, que teria participado da ação, morreu em confronto com a polícia durante as buscas. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a motivação do crime.
O atentado contra o tenente da Rota ocorreu em um contexto de aumento da violência contra policiais no estado. A Secretaria de Segurança Pública informou que está reforçando o patrulhamento e as ações de inteligência para coibir ataques a agentes de segurança.
Repercussão
O caso gerou comoção entre colegas de farda e autoridades. O governador de São Paulo manifestou solidariedade à família e determinou prioridade na investigação. “Não vamos tolerar ataques aos nossos policiais. Todos os responsáveis serão levados à Justiça”, afirmou em coletiva.
A recuperação do tenente é acompanhada de perto pela corporação, que espera seu retorno às atividades após a alta hospitalar.



