O técnico de enfermagem Ronaldo de Oliveira Fernandes foi preso na tarde de segunda-feira (14) suspeito de estuprar uma paciente de 27 anos que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS). A prisão temporária foi decretada pela Justiça, e o suspeito passará por audiência de custódia nesta quarta-feira (15).
Detalhes do caso
De acordo com o boletim de ocorrência, o crime teria ocorrido na sexta-feira (10), após o suspeito aplicar dois medicamentos na paciente. A denúncia foi registrada pela tia da vítima, que informou à polícia que a sobrinha está internada há 25 dias devido a complicações durante a gravidez e após o parto, realizado em 30 de junho.
Na noite de quinta-feira (9), o técnico de enfermagem, conhecido da família, deu banho na paciente acompanhado de outra profissional de saúde. Horas depois, pouco antes da troca de plantão, ele voltou ao quarto e aplicou dois medicamentos em momentos diferentes. Após a segunda medicação, a paciente relatou que ficou sonolenta e, ao acordar, percebeu que estava sendo estuprada. O suspeito deixou o quarto ao notar que ela havia despertado.
Reação do hospital e da defesa
O HRMS informou que, desde que tomou conhecimento da denúncia na sexta-feira (10), o profissional deixou de atuar na assistência aos pacientes e, na segunda-feira (13), foi formalizado seu afastamento. A instituição instaurou sindicância para apuração rigorosa dos fatos, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa. O hospital também presta acolhimento e suporte à paciente e aos familiares.
A defesa do suspeito, representada pelo advogado Matheus Morandi, afirmou que recebeu com surpresa a decretação da prisão e considera a medida desnecessária e desproporcional. "Serão adotadas, de imediato, todas as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão", disse. A defesa confia na inocência do técnico e acredita que, ao fim da investigação, os fatos serão esclarecidos.
Investigação em andamento
A Polícia Civil investiga o caso. A paciente contou o ocorrido a outra técnica de enfermagem, que comunicou a enfermeira e a psicóloga do setor. Segundo o boletim de ocorrência, a profissional de saúde informou que o relato, naquele momento, "não seria suficiente para a abertura de uma apuração interna", mas que registraria a denúncia e a encaminharia à administração do hospital.
O HRMS reafirmou seu compromisso com a segurança dos pacientes e a transparência na apuração, colaborando integralmente com as autoridades.



