Vídeos de saltos anteriores de rope jump realizados na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis (SP), viralizaram nas redes sociais após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no sábado (13). A vítima foi lançada sem a corda de segurança pelos instrutores, em um salto de 40 metros de altura comercializado por R$ 180.
O acidente
O evento, sem autorização, reuniu cerca de 100 participantes na manhã de sábado. Maria Eduarda escolheu a modalidade 'aviãozinho', na qual o praticante é lançado pelos instrutores. Vídeos mostram a jovem sendo carregada por três funcionários até a beirada da plataforma e arremessada para frente. Os instrutores esqueceram de conectar a corda guia ao corpo da vítima, e a corda grossa que deveria segurar a queda ficou enrolada no chão.
Viralização de saltos anteriores
Após o acidente, vídeos de saltos anteriores do mesmo grupo começaram a circular nas redes sociais, mostrando outros participantes realizando o salto com segurança. A repercussão aumentou a atenção sobre a falta de regulamentação do esporte.
Investigação e prisões
Três instrutores foram presos em flagrante: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. A Justiça converteu a prisão em preventiva no domingo (14). O grupo não possuía empresa formal, segundo a polícia. O advogado de defesa, Rafael Gomes dos Santos, classificou o caso como uma 'triste fatalidade' e afirmou que os clientes atuam há anos sem problemas.
Reação das autoridades
A Ponte do Esqueleto, desativada há cerca de 30 anos, é de responsabilidade do governo federal. A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) cogita a remoção da estrutura. As prefeituras de Limeira e Cordeirópolis apoiam a demolição. A SPU afirmou que nunca autorizou atividades na ponte e que instalará barreiras físicas e placas de aviso para impedir o acesso.
A Prefeitura de Limeira informou que a atividade no local sempre foi proibida e solicitou investigação pela Polícia Federal. A prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, defendeu a demolição imediata da ponte para evitar novas tragédias.



