O Corpo de Bombeiros confirmou que uma das vítimas da queda de um avião de pequeno porte em Campo Grande, nesta sexta-feira (3), é o piloto Henrique Martin. A segunda vítima é uma mulher, cuja identidade não foi divulgada. O acidente ocorreu por volta das 6h30 nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, na saída para Três Lagoas.
Perfil do piloto
Henrique Martin, que se apresentava nas redes sociais como amante da aviação, deixa esposa e uma filha. Em suas publicações, ele compartilhava imagens de viagens aéreas, passeios de moto e momentos em família. A frase "o mundo da aviação" era recorrente em seus perfis.
Circunstâncias do acidente
Segundo informações iniciais do Corpo de Bombeiros, o avião partiu de um aeródromo e tentou pousar em uma pista privada. A suspeita é que o piloto tenha buscado uma alternativa devido à baixa visibilidade causada pela forte neblina que atingiu a capital sul-mato-grossense na manhã de sexta-feira. A umidade do fenômeno deixou ruas e avenidas molhadas, comprometendo a visibilidade em diversos pontos da cidade.
Pessoas que trabalham em um hangar da pista privada relataram ter ouvido uma explosão pouco antes da confirmação da queda. O avião caiu em uma área próxima ao condomínio Terras do Golfe. Duas equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local, além de uma unidade de resgate e uma viatura de combate a incêndio. Até as 9h, as equipes enfrentavam dificuldades para acessar o local devido ao atolamento de carros de socorro na estrada de terra.
Investigação e detalhes da aeronave
As circunstâncias da queda serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A aeronave pertence à empresa Amapil Táxi Aéreo, que não respondeu aos questionamentos até a última atualização desta reportagem.
O avião acidentado é um EMB-810D, modelo bimotor a pistão de pequeno porte fabricado pela Neiva em 1983. Homologado para transportar até seis passageiros além do piloto, totalizando sete assentos, a aeronave tem peso máximo de decolagem de 2.155 quilos. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o modelo é certificado na categoria "Normal", destinada a operações da aviação geral e executiva, e está configurado para operações previstas no RBAC 135, regulamento que disciplina serviços como táxi-aéreo e outros transportes aéreos não regulares. Essa configuração, no entanto, não significa necessariamente que o voo acidentado fosse desse tipo.



