A provedora de internet Leste Fluminense, que atua em Niterói, denunciou que seus técnicos estão sendo ameaçados por criminosos na Região Oceânica do município. Quadrilhas vêm impedindo o trabalho de empresas legalizadas para impor o monopólio do sinal de internet em comunidades. O ataque mais recente ocorreu na quinta-feira (2), no bairro Engenho do Mato, onde funcionários foram mantidos reféns e expulsos.
Comunicado aos clientes alerta para áreas de risco
Em comunicado divulgado aos clientes, a Leste Fluminense informou que poderá deixar de realizar reparos e novas instalações em ruas classificadas como áreas de risco devido às ameaças. "Por determinação de traficantes que se autointitulam 'donos' dessas localidades, e após sucessivas sabotagens e ameaças diretas a nossos funcionários, estamos classificando diversas ruas e endereços dessas regiões como área de risco – segurança", afirmou a empresa.
A provedora acrescentou: "Poderemos ser impedidos, a qualquer momento, de realizar reparos e novas instalações, por determinação dos traficantes, que pretendem impor exclusivamente o provedor a eles vinculado como única alternativa de serviço na Região Oceânica". O alerta vale para moradores dos bairros Engenho do Mato, Maravista e Parque Rural.
Investigação policial e reforço no policiamento
A Polícia Civil informou que instaurou um inquérito na 81ª DP (Itaipu) para apurar as denúncias de atuação de criminosos no Engenho do Mato. Agentes realizam diligências para esclarecer os fatos. Já a Polícia Militar informou que equipes do 12º BPM (Niterói) intensificaram o policiamento motorizado no bairro, com atuação integrada de policiais do batalhão, do Proeis Niterói e do Segurança Presente, por meio de blitzes nas principais vias da região.
A PM reforçou a orientação para que informações sobre crimes sejam repassadas ao Disque Denúncia, pelo telefone (21) 2253-1177. Em emergências, a recomendação é acionar a corporação pelo telefone 190 ou pelo aplicativo 190.
Sindicato do setor cobra ação coordenada
Em nota, a Conexis, sindicato que representa empresas de telecomunicações, afirmou que o bloqueio do acesso de equipes técnicas pode afetar a manutenção e a instalação de equipamentos. "Essas restrições vêm ganhando espaço e ocorrendo em diferentes localidades, impactando no fornecimento e na qualidade do serviço prestado, além de colocar sob ameaça a integridade das equipes das operadoras", informou a entidade.
A Conexis defende uma atuação coordenada dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para garantir que as empresas possam prestar os serviços de telecomunicações com segurança.



