O funeral de Ali Khamenei, líder supremo do Irã assassinado por Estados Unidos e Israel, teve início nesta sexta-feira em Teerã, reunindo milhões de iranianos em uma demonstração de luto e apoio ao regime. O evento ocorre em meio a uma pausa nas negociações entre Teerã e Washington, que vinham sendo mediadas por terceiros nas últimas semanas.
Morte vista como martírio
Khamenei, que liderou o Irã por décadas, foi morto em um ataque conjunto atribuído a forças americanas e israelenses. Sua morte é tratada como martírio por muitos iranianos e por lideranças xiitas na região. O funeral, que se estenderá por vários dias, inclui procissões que vão de Teerã até cidades sagradas no Iraque, como Najaf e Karbala.
De acordo com o analista político Guga Chacra, em newsletter especial, o assassinato de Khamenei mudou completamente a conjuntura no Irã. "A morte do líder supremo altera o equilíbrio de poder interno e as relações com o Ocidente", afirmou Chacra.
Sucessão e dinâmica de poder
Com a morte de Khamenei, seu filho Mojtaba Khamenei emerge como o principal candidato à sucessão. Mojtaba, que já exercia influência nos bastidores, agora assume papel central na liderança do país. A transição ocorre em um momento de fragilidade, com um cessar-fogo instável entre o Irã e seus adversários regionais.
Milhares de pessoas acompanham os caixões do líder supremo e de seus familiares, que também morreram no ataque. As cerimônias fúnebres incluem discursos de autoridades religiosas e políticas, reforçando a continuidade do regime.
Impacto regional e internacional
A morte de Khamenei tem repercussões imediatas no Oriente Médio. Grupos aliados ao Irã, como o Hezbollah e milícias no Iraque e no Iêmen, declararam luto oficial e prometeram retaliar. Enquanto isso, os Estados Unidos e Israel aumentaram o alerta militar na região, temendo ataques em represália.
O funeral de Khamenei não é apenas um evento de luto, mas também um marco na história recente do Irã, com potencial para redefinir alianças e conflitos no Oriente Médio.



