Jovem preso por matar e queimar gato em churrasqueira em Garça
Preso suspeito de matar e queimar gato em churrasqueira

A Polícia Civil prendeu preventivamente nesta sexta-feira (26) Caê Bellini Saldanha, de 21 anos, suspeito de matar e queimar um gato em uma churrasqueira de um condomínio em Garça (SP). Ele foi localizado em um apartamento no bairro Alto Cafezal, em Marília (SP). O crime ocorreu no dia 15 de maio; na ocasião, o jovem foi preso em flagrante, mas liberado após audiência de custódia.

Prisão preventiva e recusa em se entregar

Segundo a Polícia Civil, o mandado de prisão preventiva foi expedido na última quarta-feira (24) pela 2ª Vara da Comarca de Garça. Inicialmente, a defesa informou que Caê se apresentaria voluntariamente, mas a entrega foi adiada sob alegação de crise de ansiedade. Nenhum laudo ou atestado médico foi apresentado. Os policiais então deram continuidade às buscas e localizaram o suspeito no apartamento em Marília. De acordo com o boletim de ocorrência, ele se recusou a abrir a porta, levando os agentes a arrombarem o local.

Câmera flagra agressões

Uma câmera de segurança registrou o momento em que o jovem maltrata o gato. Nas imagens obtidas pelo g1, é possível ver o suspeito sacudindo o animal e o arremessando diversas vezes contra uma parede. Após as agressões, ele colocou o gato dentro de uma caixa e seguiu para os fundos do prédio, retornando com óleo e papéis. O corpo do animal foi encontrado pelo porteiro dentro de uma churrasqueira na área de lazer. Próximo ao local, a polícia encontrou uma garrafa com óleo de cozinha e um galão com vestígios de combustível.

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Furto e maus-tratos

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou o tutor do gato. O animal havia sido furtado de um estabelecimento comercial no dia 11 de maio, quatro dias antes de ser morto. Caê responde pelos crimes de furto e maus-tratos a animais com resultado morte. Pela legislação brasileira, a pena para maus-tratos contra cães e gatos varia de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais.

Em nota, a defesa informou ao g1 que irá analisar integralmente o processo antes de adotar qualquer medida judicial, e que o caso deve ser avaliado considerando possíveis questões de saúde do investigado, que pode necessitar de acompanhamento e tratamento adequados.

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