Polícia busca nova testemunha para localizar câmera de jovem morta em rope jump
Polícia busca testemunha para achar câmera de vítima de rope jump

A Polícia Civil informou na noite desta sexta-feira (26) que busca identificar uma nova testemunha que pode ser crucial para localizar a câmera que estava com Maria Eduarda Rodrigues de Freitas no momento em que foi lançada sem cordas em um salto de rope jump, em Limeira (SP). O equipamento é considerado essencial para a reconstrução do caso.

Investigação aponta divergências sobre quem retirou a câmera

Em um dos pedidos de prisão contra o grupo, a Polícia Civil e o Ministério Público (MP) citaram João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva como suspeito de ter retirado a câmera da jovem. No entanto, em carta divulgada pela defesa de João na quinta-feira (25), ele negou a acusação e pediu ajuda para encontrar o aparelho.

Já nesta sexta, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que novos depoimentos e imagens analisadas levantaram dúvidas sobre quem retirou o equipamento. "Durante as diligências, a equipe apurou que, após a queda da vítima, a câmera que estava em sua posse desapareceu e ainda não foi localizada. Novos depoimentos e imagens analisadas indicam versões divergentes sobre quem teria retirado o equipamento do local, motivo pelo qual a identificação da testemunha é considerada importante para o avanço das investigações", disse a SSP.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Características da testemunha procurada

Segundo a SSP, trata-se de uma mulher de cabelos curtos que realizou o salto pouco antes da vítima e permaneceu nas proximidades da base da estrutura após o acidente. "Ela pode ter presenciado fatos relevantes para o esclarecimento da investigação", complementou a pasta.

Instrutores presos são indiciados por homicídio com dolo eventual

Na última segunda-feira (22), a Polícia Civil concluiu o primeiro inquérito e indiciou por homicídio com dolo eventual os três instrutores presos no dia da tragédia: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos. Eles aparecem em um vídeo lançando Maria Eduarda da ponte.

Além disso, as investigações avançaram para um segundo inquérito, que vai apurar a conduta do trio preso no último fim de semana: João, Evelyne dos Santos Gonçalves e Gabriel Barros Martins.

O acidente

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros da Ponte do Esqueleto, em Limeira, sem o uso de cordas de segurança durante a prática de rope jump. Imagens de um novo ângulo mostram o momento da queda e a reação de quem acompanhava o salto. Poucos segundos após ser arremessada, é possível ouvir alguém dizer: "Gente, a corda!". Outra voz aparece na gravação enquanto pessoas caminham agitadas pela ponte e um homem diz: "Não, não, para. Não, gente, para. Como assim, a corda arrebentou?".

O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. Diferentemente do bungee jump, em que a corda elástica faz a pessoa quicar para cima e para baixo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar