A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga a morte de Fábio Ferreira da Silva, de idade não divulgada, ocorrida na noite de quinta-feira (19) em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A vítima foi baleada por um sargento da Polícia Militar durante uma discussão. O policial alegou ter sido agredido por Fábio antes de efetuar os disparos e foi liberado após prestar depoimento.
Detalhes do incidente
Segundo informações iniciais, a confusão começou por volta das 22h na Rua Augusto Vasconcelos. Testemunhas relataram que Fábio e o sargento, lotado no 40º BPM (Campo Grande), discutiram por motivos ainda não esclarecidos. Durante o desentendimento, o PM sacou a arma e atirou contra Fábio, que morreu no local. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima já estava sem vida quando a equipe chegou.
Versão do policial e investigação
O sargento, que não teve o nome revelado, compareceu à DHC e prestou depoimento na sexta-feira (20). Ele afirmou que Fábio o agrediu fisicamente, o que o levou a usar a arma em legítima defesa. Após o depoimento, o PM foi liberado. A DHC informou que irá analisar imagens de câmeras de segurança da região e ouvir testemunhas para esclarecer a dinâmica dos fatos. “Estamos colhendo todos os elementos para apurar a veracidade da alegação de legítima defesa”, afirmou o delegado responsável, em nota.
Atuação da Corregedoria
A Corregedoria da Polícia Militar também instaurou um procedimento para apurar a conduta do sargento. O órgão vai verificar se houve excesso no uso da força. A PM do Rio de Janeiro, em nota, lamentou a morte e disse que colabora com as investigações. “A corporação aguarda o resultado dos inquéritos para tomar as medidas cabíveis”, informou.
Contexto e repercussão
O caso ocorre em meio a um debate sobre a atuação policial no Rio de Janeiro. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que, em 2025, houve 1.234 mortes decorrentes de intervenção policial no estado, uma média de 3,4 por dia. A ONG Rio de Paz classificou o episódio como “mais uma tragédia evitável”. A família de Fábio Ferreira da Silva ainda não se manifestou publicamente.



