PF já tinha mandados contra Shimada desde junho; EUA anteciparam operação
PF tinha mandados contra Shimada desde junho; EUA anteciparam

A Polícia Federal (PF) já possuía mandados de prisão contra Victor Henrique de Oliveira Shimada desde junho, mas não havia conseguido localizá-lo. A informação foi revelada nesta quarta-feira (3) pela coluna de Míriam Leitão, do jornal O Globo. As sanções impostas pelos Estados Unidos contra Shimada e seus associados anteciparam a deflagração da Operação Exchange, que resultou na prisão de sete pessoas e na identificação de movimentações financeiras ilícitas que ultrapassam R$ 10 bilhões.

Investigação prévia e falta de cooperação

Segundo fontes da PF ouvidas pela coluna, os mandados contra Shimada estavam prontos desde junho, mas a corporação não conseguia determinar seu paradeiro. A operação foi precipitada após o anúncio de sanções dos EUA, o que evidenciou a falta de cooperação entre os dois países no caso. As sanções americanas tornaram público o alvo, forçando a PF a agir rapidamente para evitar que Shimada fugisse ou ocultasse ainda mais os recursos.

Operação Exchange: números e resultados

A Operação Exchange, deflagrada nos últimos dias, cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em endereços ligados a Shimada e a outros investigados. Ao todo, sete pessoas foram presas. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 10 bilhões de forma ilícita, envolvendo criptomoedas, imóveis e empresas de fachada. A PF estima que o esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas operava há pelo menos cinco anos.

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Impacto das sanções e próximos passos

As sanções dos EUA, anunciadas pelo Departamento do Tesouro, bloquearam ativos de Shimada e de seus principais colaboradores no sistema financeiro americano. A medida, segundo analistas, foi um golpe significativo contra a organização criminosa. A PF agora trabalha em conjunto com autoridades americanas para rastrear ativos no exterior e aprofundar as investigações. A coluna de Míriam Leitão destacou que a falta de compartilhamento prévio de informações entre os países atrasou as prisões, mas a operação conjunta deve melhorar a cooperação futura.

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