A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (3) a Operação Exchange, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas e com supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação cumpre 24 mandados judiciais em São Paulo, sendo 11 de prisão e 13 de busca e apreensão, todos expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal de São Paulo.
Alvos sancionados pelos Estados Unidos
Segundo a PF, os investigados fazem parte de uma rede que foi sancionada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por suspeita de financiamento ao PCC. As sanções americanas, anunciadas em 2024, bloquearam bens e proibiram transações financeiras com os envolvidos. A operação de hoje é um desdobramento dessas sanções, em cooperação com as autoridades norte-americanas.
As equipes da Polícia Federal atuam nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba, com mais de 50 agentes mobilizados. Os mandados incluem ordens de sequestro de bens e valores, visando descapitalizar a organização.
Esquema de lavagem de dinheiro
As investigações, que duraram mais de dois anos, apontam que o grupo utilizava empresas de fachada e contas bancárias de terceiros para movimentar recursos obtidos com o tráfico de drogas. O dinheiro era enviado ao exterior por meio de operações de câmbio ilegais, conhecidas como 'dólar cabo'.
De acordo com a PF, a organização criminosa movimentou ao menos R$ 500 milhões nos últimos cinco anos. Parte dos recursos era usada para financiar a compra de armas e drogas para o PCC.
Cooperação internacional
A Operação Exchange contou com o apoio da Drug Enforcement Administration (DEA), agência antidrogas dos Estados Unidos. A troca de informações entre os países foi fundamental para identificar os líderes do esquema e suas conexões internacionais.
Em nota, a PF afirmou que os investigados responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e integração a organização criminosa. As penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Os nomes dos presos não foram divulgados até o momento. A operação segue em andamento.



