A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (25) a segunda fase da operação que apura uma fraude contábil bilionária na Americanas. A investigação mira suspeitas de manipulação de balanços financeiros da varejista, que resultaram em um rombo de mais de R$ 40 bilhões descoberto em janeiro de 2023.
Detalhes da operação
Agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ex-diretores e funcionários da empresa. A primeira fase, deflagrada em junho, já havia recolhido documentos e depoimentos. Segundo a PF, as novas diligências buscam aprofundar o rastreamento de contratos fictícios e operações suspeitas que teriam sido usadas para ocultar dívidas.
O inquérito corre sob sigilo na 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A Americanas afirmou, em nota, que colabora com as autoridades e que a investigação não afeta o plano de recuperação judicial em andamento.
Impacto e desdobramentos
A fraude na Americanas é considerada uma das maiores da história do mercado de capitais brasileiro. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial em janeiro de 2023, após revelar inconsistências contábeis de R$ 43 bilhões. Ex-executivos, incluindo o ex-CEO Miguel Gutierrez, são alvos de investigações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério Público Federal.
De acordo com a PF, a segunda fase da operação visa identificar novos envolvidos e aprofundar a coleta de provas sobre a suposta participação de auditores e consultorias na maquiagem dos balanços.



