PF apreende 62 kg de cocaína em baldes de massa corrida em RO
PF apreende 62 kg de cocaína em baldes de massa corrida

A Justiça condenou um homem, na quarta-feira (10), por tráfico interestadual de drogas, após tentar transportar 62,4 kg de cocaína escondidos em baldes de massa corrida em Ariquemes (RO). A apreensão do cloridrato de cocaína foi realizada pela Polícia Federal no dia 29 de agosto de 2024, em uma empresa de transporte de cargas localizada na rodovia RO-257. Os entorpecentes estavam ocultos em 30 baldes de massa corrida.

Esquema criminoso usava transportadoras

Segundo a sentença, a ação criminosa utilizava a estrutura de empresas de logística para o transporte da droga. Os envolvidos adquiriram e despacharam 30 baldes de massa corrida em Ariquemes (RO) com destino final à cidade de Fortaleza (CE). A dinâmica envolvia divisão de tarefas, uso de transportadoras, notas fiscais e dados de terceiros para dissimular o envio.

Prisão mantida e recurso negado

Conforme a Justiça, o réu já respondia ao processo preso. Após a condenação, o juízo manteve a prisão preventiva para garantia da ordem pública e negou o direito de recorrer em liberdade. Um segundo envolvido no caso não foi encontrado para ser notificado pessoalmente. Por isso, a Justiça fez a citação por edital, um aviso público convocando a pessoa para responder ao processo. Como ela não compareceu nem constituiu advogado, o andamento do processo e a contagem do prazo prescricional foram suspensos. A ordem de prisão preventiva contra ela continua válida e poderá ser cumprida caso seja localizada.

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Defesa rejeitada

A defesa pediu a absolvição do acusado alegando que ele não sabia da existência da droga. Segundo a versão apresentada, ele apenas teria emprestado seus dados pessoais para a compra de material de construção a pedido de outra pessoa. No entanto, o argumento foi rejeitado pela Justiça. Ao analisar as provas, o juiz concluiu que a negociação não fazia sentido do ponto de vista comercial, já que o custo do transporte de massa corrida de Rondônia para o Nordeste tornaria a venda inviável. Para a Justiça, isso indicava que o produto era usado para ocultar a droga. Além disso, as investigações mostraram que o acusado já havia retirado cargas semelhantes anteriormente em Fortaleza e que recipientes iguais aos utilizados no crime foram encontrados na casa dele.

A pena definitiva foi fixada em 5 anos, 7 meses e 6 dias de prisão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 560 dias-multa.

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