Pastor Márcio Poncio preso por vender cigarros em áreas de Adilsinho
Pastor preso por vender cigarros em áreas de Adilsinho

O pastor Márcio Poncio foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 3 de julho de 2026, na nova fase da Operação Unha e Carne, por envolvimento com venda de cigarros ilegais no Rio de Janeiro. Conversas interceptadas revelam que ele tinha permissão para comercializar seus produtos em áreas controladas pela quadrilha de Adilsinho, que detém o monopólio do comércio ilegal de cigarros no estado.

Passe livre em áreas dominadas

Segundo as investigações, a quadrilha de Adilsinho costuma retaliar concorrentes, mas, curiosamente, respeitava os cigarros vendidos pelo pastor. As conversas indicam um acordo tácito que permitia a Poncio atuar sem sofrer represálias, o que sugere uma ligação direta com o grupo criminoso.

A Operação Unha e Carne já havia investigado anteriormente esquemas de venda ilegal de cigarros, e esta nova fase mira especificamente a relação de líderes religiosos com o crime organizado. A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o volume de cigarros apreendidos, mas a investigação aponta que Poncio atuava como um dos fornecedores em comunidades sob domínio de Adilsinho.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impacto da prisão

A prisão do pastor levanta questões sobre a infiltração do crime organizado em instituições religiosas. Especialistas apontam que a venda de cigarros ilegais movimenta milhões de reais no Rio, financiando outras atividades criminosas. A defesa de Márcio Poncio ainda não se manifestou oficialmente.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar