A Polícia Civil do Espírito Santo está investigando um esquema de venda de carne clandestina após a descoberta de mais de 30 ossadas de bois e cavalos em uma plantação de eucalipto às margens da ES-010, em Vila do Riacho, Aracruz, no Norte do estado. Os restos dos animais foram encontrados na última sexta-feira, dia 5, e as autoridades acreditam que um veículo tenha sido utilizado para descartar os ossos no local.
Investigação iniciada após denúncia anônima
De acordo com os delegados Leandro Piquet e Leandro Sperandio, a investigação começou depois de uma denúncia anônima. “A gente conseguiu contar aproximadamente 32 cabeças de gado e também ossadas de cavalos. A informação é de que esses animais eram levados para lá para a carne ser vendida”, explicou Piquet. A suspeita inicial é de que os animais tenham sido abatidos no próprio local.
Carne seria vendida na Grande Vitória
Conforme a Polícia Civil, a carne seria vendida clandestinamente na Grande Vitória. “O local do fato, onde as carnes possivelmente seriam cortadas, é em Aracruz, mas a distribuição ocorria na Grande Vitória”, confirmou o delegado. As investigações apuram tanto a ocorrência de crime ambiental, devido ao descarte dos ossos que pode contaminar o solo e o lençol freático, quanto de saúde pública, já que o abate a céu aberto viola as normas da vigilância sanitária.
Riscos ao consumidor
O delegado Leandro Piquet alertou para os perigos: “O consumidor pode estar sendo induzido ao erro, comprando, no lugar de uma carne bovina ou suína, uma carne de cavalo”. As investigações continuam para identificar o destino exato das carnes e os responsáveis pelo abate e descarte irregular dos ossos.
Impacto ambiental e sanitário
Além do risco à saúde pública, o descarte inadequado das ossadas representa uma ameaça ao meio ambiente. A contaminação do solo e da água pode afetar a região e a população local. A polícia trabalha para esclarecer todos os detalhes do esquema e evitar que novas ocorrências aconteçam.



