Operação Reset combate esquema de desbloqueio ilegal de celulares
Operação Reset combate desbloqueio ilegal de celulares

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (18) a Operação Reset, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em reintroduzir celulares furtados e roubados no mercado formal. A ação, coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) do Deinter-3, resultou no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em diferentes endereços de Ribeirão Preto (SP).

Alvos e apreensões

A operação mirou sete pessoas investigadas por participação no esquema. Durante as buscas, foram apreendidos um computador e sete celulares. Ninguém foi preso, mas três suspeitos foram conduzidos à delegacia para prestar depoimento.

Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, a quadrilha oferecia um serviço especializado para assaltantes e receptadores de telefones. Quando um celular é furtado ou roubado, o código IMEI (identificação global do aparelho) é bloqueado pelas operadoras para impedir a reutilização. No entanto, o grupo criminoso conseguia burlar esse sistema de segurança com o intuito de revender os aparelhos.

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O delegado Fernando Teixeira Bravo, responsável pelo caso, explicou que a polícia identificou um suspeito central no esquema, que tinha a função de aliciar funcionários de empresas de telecomunicações. "Esse funcionário fazia um procedimento falso para desbloquear o número de IMEI e possibilitar a reinserção dos telefones no mercado novamente", afirmou. O acesso era feito de forma irregular, mediante o uso indevido de credenciais restritas dos sistemas de telefonia.

Abrangência nacional

Apesar de o grupo atuar fisicamente em Ribeirão Preto, a Polícia Civil detectou que os desbloqueios atendiam a uma rede criminosa extensa. Segundo o delegado, há registros em boletins de ocorrência que comprovam a reativação de aparelhos roubados em diversas regiões de São Paulo e em outros estados do Brasil.

Próximos passos

Dos sete alvos da operação, a polícia afirma que três têm participação comprovada no esquema e quatro seguem como suspeitos. Na delegacia, os conduzidos prestaram esclarecimentos para a individualização das condutas. "Eles vão ser inquiridos a respeito de toda essa organização para entendermos o que está acontecendo e vermos se existe a participação de outras pessoas fora de Ribeirão. É uma investigação de inteligência, que demanda quebra de sigilo", afirmou Bravo.

A partir da análise dos computadores e celulares apreendidos, a Polícia Civil espera descobrir como os aparelhos de outras regiões chegavam ao suspeito central e identificar se existem mais funcionários de operadoras envolvidos nas fraudes. Os investigados responderão em liberdade, mas a polícia não descarta solicitar medidas cautelares com o avanço das investigações.

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