Uma operação da Polícia Civil desarticulou, na manhã desta segunda-feira (15), um centro de distribuição e laboratório de drogas ligado à facção criminosa Comando Vermelho, em Juiz de Fora. Dois homens, de 28 e 51 anos, foram presos em flagrante. A ação aconteceu no bairro Borboleta e faz parte da operação Cerco Fechado, iniciada pelas forças de segurança estaduais no início do mês, focada no combate a organizações criminosas.
No local, os policiais apreenderam três pistolas, uma submetralhadora, diversos carregadores de alta capacidade, munições de fuzil, insumos químicos e materiais empregados na produção e acondicionamento de cocaína. De acordo com as investigações, o imóvel funcionava como uma espécie de "bunker", utilizado para o armazenamento em larga escala e refino de entorpecentes que abasteciam outros traficantes da cidade.
Detalhes da operação
Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda, os delegados Bruno Wink dos Santos e Márcio Rocha explicaram que o setor de inteligência da polícia conseguiu rastrear o endereço, considerado estratégico pela facção. Entre os detidos, o jovem de 28 anos era o responsável por tomar conta do imóvel. Já o homem de 51 anos foi flagrado no momento em que tentava adquirir os materiais que estavam guardados no local.
Segundo o delegado Márcio Rocha, a escolha do bairro Borboleta para sediar o laboratório e o depósito de armas foi estratégica, justamente por se tratar de uma região residencial e considerada calma. O delegado destacou que a polícia já monitorava os integrantes da facção e que outros endereços suspeitos já estão mapeados. Os dois suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional.
Contexto da operação Cerco Fechado
A operação Cerco Fechado é uma iniciativa das forças de segurança de Minas Gerais que visa desmantelar organizações criminosas em todo o estado. Desde o início do mês, diversas ações têm sido realizadas, resultando em prisões e apreensões significativas. A ação em Juiz de Fora representa um duro golpe contra o Comando Vermelho, que utilizava o imóvel como ponto de distribuição para toda a região.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis novos endereços utilizados pela facção. A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população por meio de denúncias anônimas.



