Operação contra rifas ilegais prende suspeitos em quatro estados
Operação contra rifas ilegais prende suspeitos em 4 estados

A Polícia Civil do Piauí (PC-PI) e de Minas Gerais (PCMG) deflagraram uma operação conjunta nesta quarta-feira (24) para desarticular um esquema de rifas ilegais que movimentou cerca de R$ 11,5 milhões. As ações ocorreram nos estados do Piauí, Minas Gerais, Maranhão e Pará. Segundo as investigações, os suspeitos manipulavam os sorteios, anunciando como vencedores números que não haviam sido vendidos.

Esquema de rifas e manipulação de sorteios

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, os investigados recrutavam vendedoras em Pirapora (MG) para vender rifas no valor de R$ 2. “Os mentores sediados em Teresina assediavam vendedoras em Pirapora (MG), com rifas no valor de R$ 2, e manipulavam os sorteios. Eles chamavam os números que não haviam sido vendidos”, detalhou o delegado.

As investigações começaram há cerca de dez meses, após denúncias registradas em Minas Gerais. A apuração levou os policiais ao Piauí, onde estariam os supostos líderes do grupo. Segundo o delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, Diego Vilhena, três dos investigados são irmãos. Um deles foi preso durante a operação desta quarta-feira; os outros três alvos de mandados de prisão são considerados foragidos.

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Venda e divulgação das rifas

Os bilhetes eram vendidos presencialmente, e a divulgação das rifas ocorria principalmente em grupos de WhatsApp. O grupo atuava em pelo menos quatro estados: Piauí, Minas Gerais, Maranhão e Pará. A polícia estima que centenas de pessoas tenham sido vítimas do esquema. Uma das denúncias aponta prejuízo de cerca de R$ 80 mil.

“Chegam dizendo que estão gerando emprego e renda para quem vende esses bilhetes. Na verdade, tem uma organização criminosa por trás”, afirmou Luccy Keiko.

Resultados da operação

Ao todo, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão. No Piauí, foram cumpridos 16 mandados. Também houve ordens judiciais em Minas Gerais, Maranhão e Pará. O único preso até o momento é um motorista por aplicativo de Teresina, apontado como intermediador do grupo. Segundo a polícia, ele seria responsável por movimentar parte do dinheiro obtido com a venda das rifas.

As investigações identificaram movimentações financeiras de cerca de R$ 11,5 milhões. Além disso, veículos de luxo foram apreendidos e mais de 40 contas bancárias foram bloqueadas, resultando na retenção de aproximadamente R$ 1,1 milhão.

Crimes investigados

A Polícia Civil investiga os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar e ameaças contra apostadores que cobravam prêmios. A operação contou com o apoio das polícias civis dos estados envolvidos e segue em andamento para localizar os foragidos.

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