Operação contra facção que traficou 8 toneladas de drogas no DF
Operação contra facção com 8 toneladas de drogas no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), uma operação contra uma facção criminosa suspeita de comercializar, pelo menos, oito toneladas de drogas entre o DF e outros estados, como Goiás e Mato Grosso do Sul. Segundo os investigadores, o grupo ostentava uma vida com bens de alto valor, como automóveis de luxo e embarcações de lazer.

Detalhes da operação

Os agentes cumpriram 12 mandados de prisão, 20 de busca e apreensão e bloqueios de bens no Distrito Federal, em Goiás e em Mato Grosso do Sul. Ainda há um foragido. A ação desta quinta é um desdobramento de investigações iniciadas em 2023.

Fernando Pereira de Lima, mais conhecido como Xarope, é apontado como o chefe da organização. Para dificultar sua localização, ele atua de vários estados e usava identidades falsas. Ele não é alvo da operação desta quinta, mas tem mandado de prisão em aberto. A polícia afirma que Fernando Pereira de Lima deve entrar na lista da difusão vermelha da Interpol — tipo de alerta internacional usado para localizar e prender pessoas procuradas pela Justiça em outros países.

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Entenda o esquema

O grupo era formado por pessoas responsáveis por intermediar o envio das drogas entre diferentes regiões do país, e operadores que faziam o armazenamento, fracionamento e distribuição final da droga. A Polícia Civil afirma que os suspeitos praticavam lavagem de dinheiro a partir de pessoas jurídicas de fachada, compra de imóveis e veículos de luxo no nome de terceiros e a distribuição de valores para contas de familiares.

Entre os bens apreendidos, estão sete imóveis avaliados em R$ 5 milhões e carros de luxo. Segundo as investigações, os bens são incompatíveis com a renda declarada formalmente pelos investigados. Ainda de acordo com a Polícia Civil, os suspeitos podem responder pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais. Somadas, as penas podem ultrapassar 40 anos de reclusão.

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